Chutney indiano de coentro e hortelã

Meu marido é indiano e uma das coisas que ele mais sente falta morando no Brasil é da comida da Índia. O Chutney indiano de coentro e hortelã é um dos preferidos!


Sorte dele que é uma receita simples de preparar, e encontramos facilmente todos os ingredientes no Brasil.

O que surpreende na receita desse chutney é a diversidade dos ingredientes. Eles misturam coisas que a gente jamais misturaria - acho que é isso que faz a culinária indiana tão intrigante.

Esta receita foi retirada do livro Aneri My Favorite Recipes, de Nayana Shah (adaptada por mim). 


Chutney indiano de coentro e hortelã

Ingredientes:
1 copo de folhas de coentro bem picadinhas
1/2 copo de folhas de hortelã também bem picadas
6 cabeças de alho trituradas  [eu coloco só uma, porque acho muito forte]
Sal a gosto
1 colher de chá de gergelim
2 colheres de chá de coco desidratado
1 colher de sopa de nozes
3 colheres de sopa de açúcar
1 limão
4 pimentas verdes
1 pedaço pequeno de gengibre
1 colher de sopa de semente de cominho 

Modo de fazer
Bater tudo no liquidificador até ficar uma pasta.

Manter na geladeira.

Minhas adaptações: coloco menos alho, uso cominho em pó e também pimentas em pó (pela minha falta de habilidade de medir a quantidade de pimentas frescas).



Apreciem! Mas lembrem-se: é comida indiana, então é forte ;)

Pedido para mães de meninos


A gente conversa muito sobre a importância do empoderamento feminino. Mas não basta empoderarmos as meninas sem olharmos também para os nossos filhos


Certa vez, numa discussão com mulheres do meu trabalho, uma colega falou algo sobre as meninas serem insensíveis e partirem o coração dos colegas apaixonados. Ela relatava o quanto era difícil ser mãe de menino e vê-los sofrendo. 

Tivemos uma conversa maravilhosa a partir daí. Eu trouxe a problematização que partilho com vocês agora: as meninas são "insensíveis" só porque não retribuem o amor do seu filho? Elas não têm o direito de amar quem elas quiserem e escolher namorar com quem quiserem? Por que as meninas (e nós mulheres) somos julgadas pelas nossas escolhas?

Meu apelo às mães de menino: por favor, ensinem a eles que as mulheres não são seres criados para satisfazer as vontades deles. Elas têm a própria mente, os próprios sentimentos, as próprias vontades. E isso deve ser respeitado. Se você ensina a ele que a menina ée insensível porque não gosta dele, compreende que assim a está julgando e desempoderando? Ela pode ser muito sensível e gostar de outra pessoa, que não seu príncipe, não é mesmo?         

Pode parecer uma coisa pequena, mas ela vira bem grande quando observamos o número de feminicídios no Brasil e no mundo, sendo que muitos desses crimes ocorrem quando companheiros e ex-companheiros justamente não aceitam/respeitam a vontade das mulheres.  

Quero trazer mais um exemplo: uma canção composta por um garoto de 11 anos, MC Bruninho - uma das revelações musicais de 2018. Ele é um fofo e tem uma vozinha muito gostosa. Suas canções fazem o estilo bregafunk ou batidão romântico. As melodias ficam na cabeça e as letras são inocentes e adequadas para crianças de 11 anos, como a minha filha.

Esta é a música "Jogo do Amor" - a letra está na sequência.


 


Jogo do Amor
MC Bruninho

Olha aonde eu vim parar
Mais uma vez, o coração se apaixonou pela pessoa errada
Mas como eu ia imaginar
Que no lugar do coração da princesinha não existia nada?

Tudo bem (tudo bem)
Você tá me ensinando mesmo sem saber
E é com teu desprezo que eu vou te esquecer
Espera mais um pouco e tu vai ver

O amor que eu sinto por você
Nada disso você deve entender
O teu jogo eu sei jogar, mas nunca vou ganhar
Porque você não sabe o sentido de amar

O amor que eu sinto por você
Nada disso você deve entender
O teu jogo eu sei jogar, mas nunca vou ganhar
Porque você não sabe o sentido de amar


Sempre que ouço essa música com minha filha, fico respondendo para ele:

Mas como eu ia imaginar
Que no lugar do coração da princesinha não existia nada?
Talvez ela tenha um coração, e ele apenas não seja seu.  ;)

O amor que eu sinto por você
Nada disso você deve entender

Ela pode entender e não retribuir, né?

O teu jogo eu sei jogar, mas nunca vou ganhar
Porque você não sabe o sentido de amar

E pode saber o sentido de amar... outra pessoa


Então, queridas mães de menino, acolham o sofrimento de seus filhos. Eles precisam de seu apoio ao encontrarem esse desconhecido mundo novo, gostoso e dolorido que é o amor. Mas, por favor, não coloquem a culpa do sofrimento no outro. O sofrimento faz parte da vida, a rejeição faz parte da vida, não ter tudo o que se quer, também faz parte da vida. Se queremos criar adultos saudáveis e felizes, esse ensinamento é fundamental.     

O despertar das mulheres

Algumas pessoas acreditam que, de modo geral, não existe preconceito em relação a mulheres na sociedade: isso é coisa do século passado (ou intriga de feminista). As mulheres estão presentes em todos os segmentos profissionais e têm oportunidades iguais, basta serem competentes. Esse discurso de "opressão" seria mimimi de quem não se esforça suficientemente ou de quem quer criar uma guerra contra os homens. "Coisa de mulher mal amada".


O fato é que a opressão está tão naturalizada em nosso dia-a-dia, que a gente nem percebe. Lembro o primeiro dia que usei o vagão feminino do metrô. Até então, eu nunca tinha percebido o quanto era tenso andar de metrô. Como eu disse, estamos acostumadas. Estar num vagão só com mulheres foi um alívio - e não quer dizer que não existia a chance de ser roubada, mas a chance de ser violada fisicamente é mínima. Eu nunca tive problemas no metrô, mas a experiência desde a infância, na rua e ônibus, acaba nos condicionando mentalmente. Foi naquele dia que percebi o quanto estou sempre alerta.



Nos últimos meses, estou tendo duas experiências incríveis em coletivos de mulheres, na vibe do sagrado feminino, nas quais essa segurança de estar entre mulheres se materializa. 

No Clã das 13 Luas, passamos um dia inteiro juntas uma vez por mês, num trabalho conduzido pela MARAVILHOSA terapeuta Adriana Fittipaldi. Ouvimos mitos, dançamos em ciranda, tomamos banho de cachoeira, cantamos e tocamos tambor e chocalho ao redor da fogueira, entre outras dinâmicas. É lindo, libertador e possibilita muita cura. 

Também estou em outro grupo de mulheres que se unem para realizar os sonhos umas das outras. É uma proposta incrível baseada na economia colaborativa, que subverte a lógica do capitalismo e da competição. Não é terapêutico, mas acaba curando muito!     




Para terminar, deixo para vocês de presente a música Reloj de Campana tócame las horas, que retrata lindamente o despertar das mulheres, relembrando seus poderes. Gratidão a todas as manas que estão comigo nessa jornada! Ahoooooooo!  




Reloj de campana tócame las horas... 

Círculo de Mujeres de Luz

Reloj de campana tócame las horas
Para que despierten las mujeres todas

Porque si despiertan todas las mujeres
Irán recobrando sus grandes poderes

Reloj de campana tocame de prisa
Para que despierten las sacerdotisas

La que invoca el cielo, la que invoca el agua
La que invoca fuego la que invoca aire
La que lleva ofrendas a su tierra madre

Porque de sus hijas ella necesita
Que canten y dancen llenas de contento

Invocando siempre los cuatro elementos

Reloj de campana tócame las horas
Para que despierten las mujeres todas

Porque si despiertan todas las mujeres
Irán recobrando sus grandes poderes

Reloj de campana tocame de prisa
Para que despierten las sacerdotisas...

La que invoca el cielo, la que invoca el agua
La que invoca fuego, la que invoca aire
La que lleva ofrendas a su tierra madre

Porque de sus hijas ella necesita
Que canten y dancen llenas de contento
Invocando siempre los cuatro elementos

Dicas para unhas naturais e lindas

Cansada de ser obrigada a fazer manicure toda semana ou a cada 15 dias? Já se perguntou onde está escrita a regra que mulher de verdade precisa estar sempre com as unhas feitas? Esse será nosso bate-papo de hoje. Ana Flor e Florzinha, numa conversa despretensiosa, sem ensaio e sem roteiro, mostram como podemos deixar as unhas belas ao natural. E, aos poucos, vamos ficando mais livres para dedicar nosso tempo e energia ao que realmente importa... Aliás, o que realmente importa para você? 





Confira o vídeo abaixo e deixe sua opinião. Não importa que não seja a mesma que a nossa: estamos aqui para conversar, não para tentar convencer ninguém do que é certo ou errado ;)

Se você ama unhas coloridas, customizadas, gliterizadas, abuse delas! O que estamos defendendo é a liberdade de você escolher como gosta das suas mãos.

   

Mariana de Oliveira Nunes Cavalcanti - o nome completo de uma mulher completa

Hoje vamos falar de Mariana de Oliveira Nunes Cavalcanti. Não, ela não é uma celebridade. Precisamos aprender a valorizar as mulheres do nosso dia-a-dia, respeitá-las e nos deixarmos inspirar por elas.



Mariana nasceu em Brasília, filha de pais nordestinos. Formou-se em Odontologia, mas logo percebeu que não sentia alegria exercendo a profissão de dentista. Não se deixou abater: foi lá e cursou Direito.

Mariana não tem medo de seguir seus sonhos, não tem medo de ser feliz e pouco se importa com o que as pessoas pensam ou deixam de pensar sobre isso. Ela vive intensamente.

Hoje, mora em Pittsburgh, Estados Unidos, com o marido e os dois filhos. Nessa experiência americana, descobriu que também leva jeito para a vida de dona-de-casa, coisa que nunca imaginou. O que determina uma mulher não é a profissão que ela exerce (ou não exerce), mas sim quem ela é e a relevância que ela tem no mundo em que vive.

Não precisa ser famosa, influencer, bem-sucedida, ter milhões de followers. Precisa fazer diferença na vida das pessoas com quem convive. E isso, a Mari faz.

E você, leitora do Apenas Mulheres de Verdade? Queremos saber quem você é. Temos certeza que você é importante no seu mundo, seja do tamanhinho que ele for. E você, tem certeza disso? Pois tenha!