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Carro trancado com a chave dentro - só comigo?

Eu estava muito animada para ir ao encontro do Projeto Yoga em Brasília na tarde de hoje. Apesar de ter muitas coisas por fazer em casa, decidi que a Yoga era prioridade nesse momento. Me arrumei, sem esquecer a máquina fotográfica, pois teria um lindo espetáculo na Ermida Dom Bosco logo mais, quando o sol estivesse se pondo.



Acro Yoga na Ermida Dom Bosco - 2012

Eis que eu coloco todas as minhas coisas no banco do carona e fecho a porta do carro para dar a volta e entrar pela porta do motorista quando: tuc. Tuc?? Esse é o som do meu carro travando? Sim, é. O carro trancou sozinho, com a chave lá dentro.

Eu até tenho uma chave reserva do carro na minha casa, mas precisava da chave de casa para buscá-la e ela estava... adivinhem? Dentro do carro. E eu, presa dentro da garagem, pois tanto a chave de acesso ao elevador como o controle remoto do portão eletrônico estavam... sim, dentro do carro.

Eu podia ligar para a minha mãe e pedir que ela trouxesse a chave reserva da minha casa, SE meu celular não estivesse também trancado lá dentro.

Foi então que percebi que na garagem não tem interfone. E, depois de apertar todos os interruptores que encontrei, percebi que não havia forma de abri-la. Tentei pensar o que o MacGyver faria, mas não tive nenhuma ideia brilhante. Até tentei balançar meu carro para ver se o alarme tocava e alguém aparecia, mas o alarme não tocou. Eu poderia gritar, mas vocês me conhecem: sou lady demais para isso. E também quem ouviria? Todos os vizinhos estavam ou passeando ou dentro de casa.

Não tinha jeito: eu teria de esperar alguém aparecer, para só então ligar para minha mãe e pedir a chave reserva. Só que quem sai de casa num domingo às 15h da tarde?

Fiquei de pé ao lado do portão de saída, torcendo que alguém passasse. Demorou mais de meia hora, mas logo eu chamava um cara que passava na rua: "Ei, moço, você pode me ajudar por favor? Estou presa na garagem" ahahaha Que cena...

Quando ele me emprestou o celular através das grades, percebi que eu não tinha muitas chances, uma vez que não sei o telefone de quase ninguém decor [algum de vocês sabe??]. Além dos meus próprios números (e confesso que tenho um celular da TIM que nunca decoro), só sei o número da minha mãe e do ex-marido, que estava viajando. Felizmente, minha mãe atendeu - o que não acontece sempre, porque o sinal de celular na casa dela pega muito mal. Ufa! Mas ela mora longe, eu sabia que ainda demoraria.

Lá estava eu, trancada numa garagem, sem nada o que fazer - nem sentar, porque aquele chão é imundo de pó de cimento - sem celular para me distrair e pensando coisas super úteis do tipo: o que eu faria se acontecesse um incêndio ou uma inundação agora? E muito chateada por ter perdido a yoga.

Cerca de 50 minutos depois do famigerado tuc, uma pessoa que guarda a moto na nossa garagem apareceu e eu consegui sair de lá. A construtora que fica ao lado de casa estava de plantão e eu pude finalmente sentar e ler um jornal enquanto esperava.

Minha irmã demorou muito, porque a chave reserva que ficava na minha mãe estava na minha casa desde a minha última viagem de férias - o ex-marido usou para ir alimentar o peixinho da nossa filha e eu esquecera de devolver à minha irmã. Portanto, ela teve de ir até o Paranoá (cidade satélite de Brasília) buscar a chave da minha empregada.

Resultado, quase duas horas depois, eu batia na porta do síndico pedindo que ele abrisse o portão da garagem para mim para, enfim, destravar o carro com a chave reserva e pegar minhas coisas.

Bela tarde de domingo.
Alguém pode me dizer se essas coisas acontecem com vocês também, ou é só comigo?  

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