Como estar na moda? Desvendando o mundo fashion

Moda, glamour, Fashion Weeks... como nós, reles mortais, podemos incorporar isso em nossas vidas? É comum as pessoas construírem um conceito equivocado sobre moda e tudo que a cerca, fazendo-a tornar-se distante das nossas possibilidades do dia-a-dia e, por vezes, até inalcançável. Mas o que de fato moda significa? E como podemos trazê-la para nossos guarda-roupas sem gastar muito? É sobre essas e outras questões que falaremos neste artigo.     
 

A ideia de a moda possuir uma estreita identificação com o glamour dos desfiles, com as tendências compartilhadas nas passarelas, lançamentos esfuziantes, comentados e copiados pelo mundo afora, é a que habita a mente da grande maioria das pessoas (mas a minha não!!!). E não me admira, por esse exato motivo, que seja a moda (coitadinha!) tão mal interpretada, prejulgada, tida como idolatrada por pessoas fúteis, que pouco se importam com os assuntos (classificados pelos que se acham em uma posição superior) mais importantes, nobres e de relevante discussão. Infelizmente, muitas pessoas pensam que a moda é para poucos, custa caro, escraviza, tornando seus seguidores objeto de manipulação por parte de "monstros" que visam o lucro desmedido, que se aproveitam de "pobres coitados" sem personalidade própria. Genteeeeee, o que é isso? #prontofalei

É óbvio que as tendências que compartilhamos hoje se originam de glamourosos desfiles minuciosamente elaborados meses antes, são consequência, sim, de muita pesquisa e experimentação de marcas caríssimas, verdadeiros impérios, ou você acha que a nova coleção alto verão 2014 das Lojas Renner foi inspirada em uma pessoa como eu? Contudo (tks, God!), não se limita a moda a isso, não é resultado de um conceito fechado (ao menos para mim, gostaria de saber a opinião de vocês), vai além disso tudo: é o street style, a arte das ruas, a inspiração de cada dia, o como você está se sentindo e o como você quer demonstrar isso para o mundo (com as roupas que estão ali, desde sempre em sua prateleira).

Como verdadeira aspirante a fashionista, vocês devem imaginar que procuro seguir um certo padrão definido nas Fashion Weeks, procuro consumir roupas que definam "o último grito da moda", mas isso não é regra, não! - surge o momento em que minhas amigas, indignadas, me chamam de mentirosa: "como assim, não é regra? Você, por um acaso, deixa de usar algo que esteja na moda?????" Respondo eu, após um longo suspiro: deixo sim, gurias! O fato é que, como, por motivos óbvios, estou mais ciente do que elas sobre o que rola no "mundo modístico", me interesso e pesquiso mais, acabo conhecendo tantas outras peças que não fazem a minha cabeça, não cabem no meu bolso ou se adaptam ao meu corpitcho. 

Para viver a moda, em primeiro lugar, você tem que se respeitar. Não é porque determinada peça está sendo usada por uma avalanche de pessoas que você será obrigada a incorporá-la ao seu guarda-roupas. Temos todo o direito de não gostar daquela cor, de achar que aquele modelo de saia realça nossas gordurinhas, que aquela calça mais parece ter sido feita com a estampa do sofá da vovó. Muitas das peças-desejo que vejo nas lojas deixam meu corpo horrível (mulheres...). Como tenho busto avantajado, procuro usar peças lisas nessa parte do corpo, muitas vezes escuras, que não chamem tanta atenção. Busco sempre escolher o que é ideal para mim.



Outra coisa em que devemos prestar muita atenção é que o valor de determinada peça não é diretamente proporcional à necessidade de tê-la. O M G, me explica por que motivo euzinha desembolsaria muitos dígitos para adquirir um delicioso par de Louboutin (pra quem não sabe, são sapatos caréeeeeeesimos, desfilados por muitas celebridades - até por Justin Timberlake, baby!), se posso adquirir um semelhante,   que produz o mesmíssimo efeito, na Datelli? Não serei hipócrita a ponto de dizer que não dormiria agarrada em um Louboutin se tivesse um, mas isso somente seria possível (vamos combinar!) se eu ganhasse na mega-sena, mas não jogo; se alguma amiga, que me ama muitooooooo, fizesse a gentileza de me dar de aniversário (é agora no final do mês, gente! Ainda dá tempo de fazer uma vaquinha!) ou se meu maridinho querido, amado, idolatrado salve-salve, ganhasse uma mega-promoção no trabalho, batesse com a cabeça e, ainda, soubesse da existência dessa marca (IMPOSSÍVEL!).



Compro muitas roupas em lojas populares, pesquiso preços, sempre, é claro, prestando muita atenção na qualidade das peças, mentalizando looks que com elas poderia compor (dificilmente compro roupas que combinem com um número muito limitado de peças, pego a roupa, fico repassando todas as outras que deixei em casa, montando produções que façam valer o investimento). Artigos caros em minha coleção são raros, mas uso muitoooooo, só pra ter aquela sensação de que não foi em vão, pois, ao menos para mim, podem se equivaler a outros que consigo garimpar em lojas mais acessíveis, o que me abre a possibilidade de me entorpecer com muito mais peças e fazer o que mais amo: montar, remontar e montar, de novo, incontáveis looks!

Por falar em lojas mais acessíveis, não percam os próximos posts em que, invadindo as principais lojas fast fashion, elegerei peças que podem, por um precinho camarada, brilhar em nossas festas de final de ano - amoooooooooooooooooo!                     

            




Fernanda Alvim é sagitariana, apaixonada, teimosa, convicta, impulsiva e aficionada por limpeza e moda. Sua coluna Mulheres e Moda é repleta de dicas sobre como vestir-se bem sem gastar muito.         

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4 comentários

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12 de novembro de 2013 16:17 delete

amei!! mal posso esperar pelos próximos posts!!

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13 de novembro de 2013 05:46 delete

Fê, estou adorando aprender mais sobre moda com você. Também mal posso esperar pelas dicas dos próximos posts!
Obrigada por estar aqui! Bjs

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13 de novembro de 2013 09:51 delete

Claudinha, os próximos posts sertão mais seguidos, pois tenho que mostrar os modelitos até as festas de final de ano. Fica ligadinha! :-)

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13 de novembro de 2013 09:53 delete

Farei várias produções, Aninha. Eu também mal posso esperar para mostrar tudo a vocês. Vamos estar na moda sem nos descabelar para pagar os modelitos! Beijos!!!

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