A Bela e a Fera




Era uma vez um lindo príncipe que, por sua arrogância e vaidade, foi transformado em fera por uma feiticeira. O encanto apenas seria quebrado quando ele amasse e fosse amado verdadeiramente, o que deveria acontecer antes da última pétala da rosa encantada cair. 

Era uma vez uma Bela que teve medo da Fera, mas ele foi carinhoso e gentil. Esforçou-se muito para que ela o deixasse entrar em sua vida. Ela deixou. Entregou-se por inteiro e permitiu que ele se envolvesse no que tinha de mais precioso: sua família.

Por trás da Fera existia uma pessoa doce e cheia de potencialidades. Mas, por fora, era mesmo um animal meio rude e arredio. Mas isso era só às vezes.  

Bela acreditava nas pessoas e acreditava quando a Fera falava sobre o quanto queria amar e ser amado por ela. Outras belas haviam estado por ali e ele demonstrara incapacidade de fazê-lo. Mas pediu que ela ficasse, disse que seria diferente. E ela ficou.

Ela não entendia: se ela o amava verdadeiramente e ele dizia sentir o mesmo, por que ele ainda vestia a imagem de Fera? Alguma coisa não fazia sentido.

De repente, quando tudo parecia estar caminhando para o final feliz, a rosa encantada começou a murchar. Bela desesperou-se, mas deixou que a Fera fizesse as coisas ao seu modo. 
Mais uma vez, ele pediu que ela não o deixasse, que compreendesse, que provasse o seu amor. Ela esperou.

Só que, alguns dias depois, a última pétala caiu. E enquanto Bela ainda chorava a visão da pétala caída ao chão, ouviu verdades que a Fera lhe escondera.

Chorou ainda mais. Fera, dominada pelos sentimentos mais baixos, rasgou o peito de Bela com suas garras e arrancou seu coração. Talvez pretendesse mantê-lo com ele. Ou talvez quisesse apenas causar ainda mais dor. 

Bela, sangrando, apoiou-se nos amigos que lhe estendiam a mão e tomou seu coração de volta: "Você não terá mais nada do que é meu!" 

Bela costurou o coração dentro do peito e ele continuou batendo, porque ela era mais forte que tudo aquilo.

E a Fera não deveria ter morrido? Bem, de certa forma ele morreu...

Uma chance. Um baile.

Belíssimo vídeo produzido pela amiga Fabiana Tenório para o "Concurso Oswaldo Montenegro". Apreciem! E, a propósito, eu também quero ser feliz agora!






Ficha Técnica

Direção de Produção: Juliana Soares
Direção: Juliana Soares, Marcela Lino
Roteiro: Viviani Xanthakos
Ass. de produção: Marcela Lino, Fabiana Tenório, Mariana Martins
Direção de Arte: Mari Betoni
Produção de Arte: Fabiana Tenório, Megumi Kawachi
Direção de Fotografia: Edgar Bueno
Ass. de Fotografia: Mateus Vilela
Produção de Locação: Juliana Soares, Lika Carosio
Coreografa: Polyana Lott
Edição e Montagem: Rose Costa
Continuista: Fernanda Schiavinato

Atuação:
Arthur Oliveira
"Seu" Amaro mais amado
Eduardo Segura
Fabiana Tenório
Juliana Soares
Luigi Balido
Polyana Lott
Tatiana Libertucci

Existe vida durante e após a depressão - download gratuito

Escrevi o livro Existe vida durante e após a depressão em 2002 quando eu tinha 24 anos. Na época, eu saía de um quadro depressivo e queria compartilhar com as pessoas que a cura da depressão é possível. Fiz um site simples que ficou no ar por um ano, no qual disponibilizei o livro em pdf para download

Ainda não tínhamos as redes sociais para possibilitar uma fácil interação, mas recebi alguns feedbacks por email. Lembro-me bem de uma brasileira que morava em Portugal, que contou que o grupo de terapia do qual ela fazia parte trabalhou o livro em suas sessões - após ela ter adaptado algumas expressões para o português daquele país.   

Imagem: Clarissa Rossarola Flickr cc

Como explico na apresentação do livro, é uma história fictícia. Na época, eu ainda era uma jovenzinha recém-casada e sem filhos e não passei por muitas das coisas que a Maria Cristina, personagem principal, viveu. Essas coisas tomei emprestadas da vida de outras pessoas, como a passagem de uma querida tia por uma clínica pelo mesmo problema.   

Eu tenho histórico familiar de depressão e comecei a apresentar alguns sintomas dessa doença a partir dos 16 anos. Eles agravaram-se em 2001, quando aos 23 anos me mudei para Brasília. Passei por um tratamento longo de psicoterapia e tomei anti-depressivos por dois anos. Hoje posso dizer com alegria que isso tudo ficou no passado e a depressão não faz mais parte da minha vida. Curada! O que não quer dizer que eu não esteja sempre alerta, porque só quem já passou por isso sabe o medo que se tem de cair novamente.

Relendo o livro, penso que muita coisa eu escreveria diferente hoje. Possivelmente o marido e a mãe de Cristina não seriam pessoas tão iluminadas e tornariam a situação ainda mais difícil - porque é isso o que acontece muitas das vezes. Por outro lado, pode ser bom que as pessoas que convivem com familiares em depressão saibam como gostaríamos que agissem conosco.

Quem quiser ler a história de Cristina e descobrir como ela conseguiu vencer a depressão, pode fazer o download gratuito do livro abaixo.


Existe vida durante e após a depressão
Escrito por Ana Barcellos
Brasília, 2002 (25 páginas)