A história da Branca de Neve contada pela Rainha

Toda história tem dois lados. Hoje descobri que a história da Branca de Neve tem três: a versão que conhecemos, a versão da Rainha e a da própria Branca de Neve.

A descoberta aconteceu por meio de um livro que é 2 em 1. De um lado, "Minha versão da história - Branca de Neve"; do outro "Minha versão da história - A Rainha".

Trata-se de uma leitura muito divertida - até mais para as mamães e papais do que para os pequenos, que talvez não entendam alguns detalhes espirituosos. Recomendo!



A Rainha começa sua narrativa contando que não é nada fácil ser madrasta, principalmente de uma adolescente. Ela conta: "O que eu sei é que uma mãe 'verdadeira' pode ser implicante o tempo inteiro, mas ninguém olha torto pra ela. No entanto, se a madrasta perde a paciência uma única vez, sai na primeira página da Folha da Floresta".



No decorrer da história, nos mostra como tudo o que fez foi para o bem da enteada: já que Branca de Neve não gostava de exercícios físicos, fazia com que realizasse o trabalho de casa; como comia muita besteira, incentivava uma alimentação saudável. Inclusive a maçã, dita envenenada, era apenas um estímulo para que parasse de comer bolos e tortas o tempo todo - e ela não estava envenenada coisa alguma, mas cheia de agrotóxicos, pelo que ela pretende processar o vendedor de frutas.

Na versão da Rainha, ela não se transformou em velhinha para ir atrás de Branca de Neve na floresta, apenas não usou maquiagem e preferiu roupas mais confortáveis - afinal, segundo ela, estava indo para a floresta e não para um baile. Aliás, falando em beleza, o espelho mágico só dizia que Branca de Neve era mais bela do que ela porque a pobre madrasta estava acabada, de tanto stress e preocupação com a enteada adolescente que estava se derretendo de amores por um rapazinho com quem cantava perto do poço. "Seria um sequestrador?" - preocupou-se a madrasta, lembrando de outras meninas que andavam desaparecidas por aí, como a Chapeuzinho Vermelho e a Polegarina.

O caçador não foi encumbido de matar Branca de Neve, mas apenas de levá-la para passear pela floresta e colher flores, para ver se ela se mexia um pouco. A versão de Branca de Neve corrobora isso: ela nos conta que não acreditou quando o caçador disse que a Rainha queria matá-la, mas que fugiu assim mesmo por causa do desespero em que estava o caçador (ela não podia ver alguém chorando).

Enquanto Branca de Neve vai nos contando sua história, fica bem evidente a sua mania por limpeza, inclusive mostrando que gostava de fazer o serviço de casa que a madrasta pedia. O mais interessante é que ela acaba a narrativa falando de sua vontade de reencontrar aquela "bondosa velhinha" que lhe deu uma maçã miraculosa. Antes de morder a maçã, ela fez um pedido: reencontrar o seu príncipe. Quando acordou, o desejo tinha se realizado... lá estava o príncipe despertando-a com um beijo de amor verdadeiro! Isso foi um pouquinho antes dos dois viverem felizes para sempre - tudo por causa do milagre da maçã da velhinha!    

"Minha versão da história - Branca de Neve e A Rainha": fica a dica de leitura.


Confesso que desde criança sou fascinada por bibliotecas.
Não sei se isso é hereditário ou uma questão de estímulo, mas o fato é que minha filha também fica encantada dentro de uma.
Hoje eu fiz sua associação na Biblioteca Demonstrativa de Brasília, para que ela possa sentir o gostinho de trazer livros emprestados para casa. Eu podia ter retirado os livros em meu nome, mas o objetivo foi estimulá-la mesmo, da mesma forma que fui quando criança.
E assim se constrói o gosto pela leitura...  

Outras dicas de livros infantis neste blog:
Livro infantil: Segredo de Família
Sardas em crianças - Morango Sardento


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1 comentários:

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28 de dezembro de 2011 14:19 delete

Oi, Flor

Muito legal ver o quanto tu incentiva a Florzinha a ler. Acredito que essa atitude fará toda diferença na formação dela.

Abraços!

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