E daí que eu tenho celulite?


Se você que está lendo este artigo é mulher, muito provavelmente, minha amiga, você tenha celulite. Afinal, 90% de nós temos (sim, eu inclusive).

By Lanzi (Own work) [CC-BY-3.0], via Wikimedia Commons

Gostaria de entender a razão porque, sendo praticamente um atributo genético feminino, a celulite é considerada um problema estético e não apenas mais uma característica do gênero, como os seios e a inteligência (rs).

Talvez os milhões de reais que as mulheres gastam todo ano em tratamentos contra a celulite ajudem a responder esse mistério. Só talvez.

E que mercado, hein? Milhões de consumidoras de um tratamento que nunca será totalmente eficaz, já que não existe cura para a celulite, e que por isso precisarão de manutenção contínua - sempre e para sempre. $$$ [ouça aqui o barulhinho da caixa registradora]

Será que os meninos fazem ideia de quanto custa um bom creminho anti-celulite? Definitivamente, a indústria de cosméticos não dá ponto sem nó.

Confesso minha vaidade e o quanto "as ditinhas" me incomodam. Nem acredito que estou aqui contando esse terrível defeito isso para o mundo - o que me tranquiliza nesse caso é saber que o @joeymcintyre não acessa o meu blog.

Incomoda, mas não deveria incomodar.
Como diz minha mãe: "Dói? Não? Então não é um problema."

O fato é que brigo com a celulite há muito tempo. Já gastei muito com vários tratamentos, alguns [muito] doloridos outros menos, mas não dá pra vencer a genética.

Se o meu caso é grave? Gravíssimo, eu diria. Mas ninguém costuma concordar comigo. Certa vez um médico da área me disse que eu tinha UMA celulite. Acho que ele quis dizer uma porção, mas tudo bem.

Se você for meio neurótica em relação às celulites como eu, você DEVE ler esses dois artigos do Blogpaedia:


Além disso, acompanhe o blog Apenas Mulheres de Verdade, pois compartilharei aqui tudo o que já inventei no combate à celulite. Você saberá o que deu e o que não deu certo comigo, e assim poderá direcionar melhor seu dinheirinho e ficar longe de alguns tratamentos doloridos que não funcionam. 

Porque aprender a aceitar a celulite com mais serenidade é importante, mas isso não quer dizer que devemos deixá-las fazerem a festa em nosso corpo sem lutar. =)

Receita deliciosa de Cappuccino - normal ou diet


Se tem uma coisa que faz sucesso na minha casa é esse cappuccino. Servidos?



INGREDIENTES

300g de leite em pó instantâneo (integral ou light)
100g de nescafé ORIGINAL
250g de açúcar ou 25 envelopinhos de aspartame 
2 colheres de sopa de chocolate em pó (ou chocolate em pó diet)
1 colher de sopa de canela em pó
1 colher de chá de bicarbonato de sódio

MODO DE FAZER

Misture todos os ingredientes e guarde em latas bem fechadas e protegidas da luz (não guarde em vidros).

Viver entre dois amores

"Eu te julgava, até acontecer comigo..."

Para refletirmos se é possível amar duas pessoas ao mesmo tempo, primeiro façamos uma distinção importante: trataremos aqui de sentimentos e não de atração
Foto: pussnboots - Flickr CC
É natural que o ser humano sinta atração por outras pessoas mesmo estando comprometido num relacionamento, atração esta que pode ser de naturezas diversas, como física ou intelectual. 

Lembrando que sentir atração não quer dizer sucumbir a ela - os seres humanos são dotados de razão e auto-controle e, a maior parte deles, não reage animalescamente perante uma situação como essa. Ou reage?

De qualquer forma, não é disso que trataremos neste post, mas sim de uma questão mais complexa, na qual não conseguiremos chegar sem passar pelo dilema: "Qual a diferença entre amor e paixão?" O Google nos dará várias definições, mas a mim elas parecem superficiais e reducionistas. "Paixão não é amor", dizem alguns. "Paixão é amor ardente", diz o dicionário Aurélio.

Pra mim, pessoalmente, são coisas que se confundem: eu enxergo a paixão como um amor em potencial e, como tal, tem amor nela contido como uma semente, que pode ou não germinar (isso me faz lembrar de minhas aulas de filosofia na UnB). Nem toda paixão será amor. Mas será que todo amor começa com uma paixão?  Mistérios...

Quando o amor começa a se desenvolver dentro do processo apaixonado é uma dúvida que acredito que poucos tenham a capacidade de distinguir. Eu mesma não tenho. Mas também pouco importa. Deixemos aos psicólogos a tarefa de estudar sobre isso. A vida já é bem complexa para ficarmos racionalizando sobre essas coisas: limitemo-nos a senti-las que já está de bom tamanho.

Ok, você gosta mesmo de definições, não é mesmo? Então considere a seguinte:
O amor é um sistema complexo e dinâmico que envolve cognições, emoções e comportamentos relacionados muitas vezes à felicidade para o ser humano; diferiria da paixão por sua maior permanência e menor efusividade que a paixão, embora não se omitam os estados de alegria e de tristeza relacionados a sua presença ou mesmo a sua ausência para o ser humano. Dificilmente, a paixão resiste a mais de dois anos. Pode-se dizer, assim, que geralmente estar com o(a) mesmo(a) parceiro(a) por mais de dois anos seja um forte indício do amor presente cimentando a relação e que assim, o amor comporta adversidades enquanto, por sua vez, a paixão não. Fonte: O percurso do amor romântico e do casamento através das Eras

A escrita deste post suscitou uma boa discussão na mesa do almoço com colegas de trabalho. Um deles, psicólogo, desenhou o que ele chamou de espectro do amor-paixão, que é interessante para percebermos que a paixão não necessariamente acaba e dá lugar ao amor:


Agora voltemos à pergunta inicial: é possível amar mais de uma pessoa ao mesmo tempo? Com toda certeza, sim! Lembremos que existem tipos diferentes de amor e que você pode encontrá-los em sua relação com diferentes pessoas, sendo até, de certo modo, complementares:
  • Eros - um amor apaixonado, fundamentado e baseado na aparência física
  • Psiquê - um amor espiritual, baseado na mente e nos sentimentos eternos
  • Ludus - o amor que é jogado como um jogo; amor brincalhão
  • Storge - um amor afetuoso que se desenvolve lentamente, com base em similaridade
  • Pragma - amor pragmático, que visualiza apenas o momento e a necessidade temporária, do agora
  • Mania - amor altamente emocional, instável; o estereótipo de amor romântico
  • Agape - amor altruísta; espiritual
Fonte: Wikipedia

Observado isso, uma próxima pergunta possível seria: podemos nos relacionar amorosamente com mais de uma pessoa ao mesmo tempo? [ressaltando que estamos falando de nossa cultura, que é monogâmica]

Deixemos julgamentos morais de lado, como sempre tento fazer neste blog - embora nem sempre consiga. Sabemos que a resposta prática a essa pergunta é sim, afinal, quanta gente não faz isso, né? Mas se a questão fosse: devemos fazer isso? Eu, na minha opinião própria e pessoal [sendo redundante propositalmente para deixar bem claro que falo por mim], acho que não.

Não digo isso pensando nos nossos valores sociais construídos historicamente. Sinceramente, seria até legal se fôssemos capazes de nos relacionar com pessoas diferentes, tendo relações diferentes, encontrando em cada uma delas algo que faz bem à nossa vida e, assim, vivendo mais feliz. Mas não creio que sejamos capazes.

O que geralmente ocorre é uma situação em que, no mínimo, uma das partes envolvidas desconhece o que está acontecendo, o que implica um problema ético. Sei que existem no mundo algumas pessoas mais desapegadas, mas a maior parte de nós, no que me incluo, tem ciúmes e vê a exclusividade como uma prova do sentimento do outro. Não sou evoluída ao ponto de pensar: "neste exato momento ele está lá dando carinho pra outra, mas nem me importo". Ou de descobrir uma traição e responder: "tudo bem, querido, isso acontece".

Portanto, apesar de achar que somos plenamente capazes de amar mais de uma pessoa ao mesmo tempo, ou amar uma e ser apaixonado por outra, não acho que devamos nos envolver em situações como essas. Porque é o tipo de situação que, no mínimo, uma pessoa sairá ferida. Ou duas. Ou as três. [O que não quer dizer que eu nunca tenha feito isso e que nunca vá fazer de novo]



O limite da satisfação de nossos desejos deveria ser o sentimento do outro. Mas nem sempre é.

Se você está lendo este post porque está vivendo uma situação como esta, não pense que lhe desaconselharei a seguir com ela. Mas também não incentivarei a continuar. O que direi é: cuidado com as pessoas as quais você ama.  Cuidado com você. E seja feliz!


Fontes de consulta: