Você obriga seu filho a comer?

Minha casa não é diferente da maior parte das outras: frutas, legumes e verduras não são do agrado da minha filha, hoje com 3 anos de idade.

A questão é: a criança precisa comer bem, né? Mas o que fazer quando, mesmo com toda a criatividade e paciência materna, ela se nega?



Semana passada tivemos uma experiência que me fez, mais uma vez, refletir sobre isso. Na janta, a filhota não queria comer o arroz com vagem - único verde que havia no prato. Apelei para chantagem (que pedagoga de araque eu sou!), considerando que ela está se esforçando para ser bem comportada, com vistas a um presente que deseja ganhar da avó.

Ela comeu numa boa, disfarçando a careta, portando-se como uma lady. Até que... vomitou. E não foi simplesmente colocar a comida pra fora. Ela vomitou de jorrar em mim, em grande quantidade.  
Na hora pensei: "Por que estou submetendo minha filha a esta violência?" 

A resposta é óbvia: porque é importante ela aprender a comer. Mas será mesmo que um pratão (ela come o dobro do que eu como) de arroz integral, feijão, peito de frango grelhado e purê de batata ou abóbora não é uma alimentação suficientemente saudável? As nutricionistas diriam que não. No entanto, começo a questionar o que é pior.

Amanda, minha filhota linda, com 1 aninho

Até os 18 meses de idade, ela comia grande variedade de verduras e frutas. De repente, começou a recusá-las. Continuamos preparando esses alimentos e oferecendo. Mas nada.

A única fruta que ela come hoje in natura é banana. Por vários meses eu mandava outras variedades de frutas para o lanche da escola. Orientava a professora que, se ela não comesse, não oferecesse mais nada. Ela ficava com fome, mas não comia. 

Cansada de desperdiçar comida e de deixá-la sem comer a tarde toda, desisti. Hoje mando apenas a banana mesmo. Ou papinha de ameixa da Nestlé - a única que ela aceita. Ok, sei que a papinha não é o ideal. Mas é uma variação. E considerando que minha filha não come sanduíches, salgadinhos, iogurtes, biscoitos doces etc, toda variação é bem-vinda.

Felizmente ela aceita muitos sucos naturais, o que garante os nutrientes. Por outro lado, o Dr. Alexandre Feldman defende de forma consistente que tomar sucos, mesmo espremidos da fruta na hora e sem açúcar, é prejudicial à saúde e deve ser evitado: Dr. Feldman - Sucos e Enxaqueca.


Com a palavra, Pat Feldman, autora do blog Crianças na Cozinha:

Na minha opinião forçar uma criança a comer é o pior que se pode fazer. Brigar, gritar, castigar só faz com que a criança associe a hora da refeição a um momento desagradável e queira evitá-lo ainda mais. A hora da refeição deve ser calma e alegre, sempre!
A refeição tem hora certa. E depois do horário de refeição quem comeu, comeu; quem não comeu, espera a próxima refeição. Naturalmente, e não como um “castigo”. Caso contrário, pode ser que o seu filho não come agora, porque sabe que daqui a pouco vai ganhar aquele docinho ou bolachinha que era o que ele mais queria. Nutrição zero! Disciplina zero! Nenhuma criança fica doente ou desnutrida se pular uma ou duas refeições! Pat Feldman em Meu filho não come

Minha filha não come "docinho" nem "bolachinha".  Pra ela, gostoso mesmo é biscoito de gergelim e linhaça ou pão de quinoa germinada (ela ama!). Nas festas, um brigadeiro é mais do que suficiente. Gosta de chocolate, mas come muito raramente. Comemos pouquíssimo açúcar aqui em casa.

Batata frita? Em casa, corto as batatas em palito e asso no forno (ela não repara na diferença). Na rua, quando ela insiste, peço o prato sem a porção de fritas e solicito que coloquem apenas quatro palitinhos (o que a deixa bem satisfeita).

Sobremesa pra ela? É pão. Adora! Mas só come puro - não quer nem saber de manteiga, requeijão ou frios.

Mas, apesar de tudo isso, não aceita alimentos novos e rejeita frutas, legumes e verduras.

Por isso, mesmo não sendo o recomendado, acabo camuflando os nutrientes na comida. Assim, ela come arroz integral cor-de-rosa de princesa (preparado com beterraba) - ou verde ou laranja.  E muita coisa cozida e esmagada junto com o feijão.

Angústias de mãe.
Só mudam de endereço?


Recomendo a leitura:

Controlando pensamentos destrutivos: como gerenciar sentimentos, pensamentos e ações

Já leu os posts anteriores de nossa seção Relacionamentos?


A questão agora é: como controlar os pensamentos destrutivos que insistem em nos acompanhar nesses momentos difíceis?






1. Primeiro, controle sua AÇÃO.

É lógico que você não conseguirá de uma hora para outra controlar seus pensamentos. Óbvio que quando vir a sirigaita que roubou seu homem terá vontade de arrancar os olhos dela. Óbvio que terá desejo de vingança dele porque não te quer mais.

Neste primeiro estágio, não se preocupe com isso. Permita-se pensar. Não se culpe.
Apenas, NÃO AJA. Segure-se. Não fale nem faça nada que concretize seus pensamentos.

Acredite em mim: temos muito maior auto-controle sobre nossas ações do que sobre os pensamentos.
Vai chegar um momento, que você nem precisará mais pensar consigo mesma: "Não faça isso, controle-se, ame-se, você é superior". Você simplesmente, com o exercício diário, num belo dia não terá mais o ímpeto de agir.
Aí estará pronta para o próximo estágio...


2. Policie seus PENSAMENTOS.


Você já não age mais por instinto, não perde mais a razão, mas isso ainda lhe afeta, lhe consome em pensamentos.
É hora de começar a trabalhá-los. Distraia-se. Concentre-se em outra coisa. Reze. Escolha uma música ridícula para cantarolar nessas horas. Pense em compensações, coisas que a situação pode, de alguma forma, trazer de bom (o famoso "jogo do contente").

Repito o que disse no post anterior, nessas horas a religião ajuda bastante, porque ela inscreve em nós bem fundo princípios morais. Quando nos afastarmos deles, podemos buscar nossa consciência e rezar (ou cantar músicas religiosas) até o pensamento obsessivo esvair-se. Em algumas religiões, existem até tratamentos espirituais os quais você pode procurar.

Sem problemas se você não tiver uma religião: princípios éticos e morais você tem, não? Nunca deixe de observá-los. 

Já está conseguindo, de alguma forma, policiar os pensamentos? Então...


3. Invista no controle de seus SENTIMENTOS.

Na primeira fase, isso seria impossível. Agora, já não é.

Conheça a você mesma, como funciona, o que lhe tira do sério, o que machuca mais. Eu tenho algumas estratégias para evitar o que chamo de acidentes: sei o que me faz mal, o que devo ou não devo ler, ver e ouvir. E evito essas coisas.
Se preciso deparar-me com elas, criei minha própria estratégia para me acalmar. Cada um precisará encontrar a sua. Acho difícil que a minha funcione com mais alguém: penso no meu fígado e em quanto quero protegê-lo das toxinas geradas pelo cérebro em situações de stress. Se você não amar tanto seu fígado como eu, não vai funcionar pra você. Mas, a propósito, saiba por que você deveria amá-lo.



Na prática, ação-pensamento-sentimento formam um bloco. Você terá de lidar com os três sempre. Mas fica mais fácil se você se concentrar num de cada vez, de forma gradual.

Sei que você, como uma mulher de verdade, optará por não sofrer e tentará, dia-a-dia, agir para livrar-se dessa situação da melhor forma possível. Não é fácil, mas nós podemos! 

Não??? Insiste em martirizar a si própria? Desculpe, mas então acho que é melhor você voltar a este blog em outro momento. 

Lembrando apenas que, como muito bem escreveu a @Nospheratt, o amor não é para fracos (leia).

Tem dicas para superar esse momento? O que funcionou com você? O que foi (ou está sendo) mais difícil? Compartilhe conosco!

Que mulher não gosta de ganhar lingerie de presente?

Não sei vocês, mas considero muito instigante ganhar uma bela lingerie em datas especiais.

Acho lindo pensar no namorado/marido/companheiro indo à loja e esforçando-se para escolher uma peça do nosso agrado - o que, convenhamos, não deve ser tarefa fácil.
Até hoje nunca erraram o modelo (ou, o que seria mais grave, o meu tamanho). Mas acho que, ainda que isso acontecesse, prevaleceria a máxima de que o que vale é a intenção. Neste caso, as segundas intenções... ;)

Vejam que belezura esse conjunto da Fruit de la Passion que ganhei de aniversário:



Meninos, eu sei que vocês acham um absurdo pagar R$ 200,00 num "conjunto de calcinha e sutiã". No fundo, eu também acho. Mas... é lindo, não é? Sinto-me uma princesa dentro dele. E me veste tão bem... (nem adianta pedir, pois não colocarei fotos aqui - hehehe). Então, vale a pena.

Se você não dispõe desse dinheiro, don't panic! Você encontrará modelos bem legais em lojas de departamento. Uma super dica do Blog da Mandets que eu referencio é a Marisa. Lá você encontra modelos bacanas por um preço "pagável".  

Vejam por exemplo esse outro modelo (que também ganhei de aniversário). Ele valoriza blusas que deixam à mostra parte das costas. Para a balada, é claro: nada de adotar o modelito para trabalhar.



Dicas sobre tamanhos e modelo a escolher?
Confira o ótimo post Como comprar lingerie para ela do blog Homens Modernos.

Agora eu queria saber o que as outras mulheres acham sobre o assunto: também gostam de ganhar lingerie de presente? E os homens: já presentearam a amada com uma? Se sim, qual o resultado? Contem pra gente!

Descendo pra se divertir no play e aprendendo a levantar depois de cair

No post Relacionamentos: não sabe brincar, não desce pro play!, conversamos francamente sobre os sentimentos despertados com o fim de uma relação, especialmente quando, de nossa parte, o amor não terminou. No post de hoje, veremos algumas dicas para abreviar esse sofrimento. Afinal, como disse Chico Xavier:
"A dor é obrigatória, mas o sofrimento é opcional." Chico Xavier


A primeira coisa necessária a ser dita: não invalide seu sofrimento. Ele é natural e, como um luto, tem um papel importante nesse momento:
O que é ficar de luto? É aceitar que o passado se torne passado. Esta aceitação é realmente uma condição de felicidade. Porque, na maior parte do tempo, o passado se projeta sobre o presente e impede que ele seja vivido plenamente. Por isso, saber ficar de luto é uma verdadeira bem-aventurança. Aceitar que o que foi não seja mais. Aceitar que realmente o passado seja passado. Isso não quer dizer esquecer o passado. Quer dizer apenas parar de projetá-lo, sem cessar, sobre o presente.

LELOUP, Jean-Yves. Livro dos Bem-Aventuranças e do Pai-Nosso. Uma antropologia do desejo. Editora Vozes, 2004, p. 67.

O tempo que cada pessoa permanece enlutada é individual. Mas você, mulher de verdade, sabe avaliar se seu sofrimento está se arrastando mais do que deveria, não sabe?


Saindo da lama

Quando nos sentimos humilhadas, parece que a arrogância torna-se algo instintivo. Precisamos nos dar valor e, para isso, acabamos supervalorizando a nós mesmas e a nossa condição de "coitadinhas". Não fazemos isso racionalmente, é uma forma de defesa.

Mas para iniciarmos o processo de reerguimento, precisamos tomar consciência desse mecanismo e buscar um pouco de humildade. Sem ela, estaremos muito longe da única forma que temos de nos libertarmos definitivamente: o perdão - a si mesma e ao outro.

Ah... não me venha falar em perdão. Eu não consigo.

Sei que não consegue. Agora não. Mas dependendo do caminho que decidir percorrer, conseguirá. Eu mesma levei um ano para me curar e mais vários alguns para esquecer de vez.

Lembrando apenas que perdoar não é dizer que o outro agiu corretamente, mas aceitá-lo como um ser humano imperfeito, falho como todos os outros.

Um caminho a percorrer

Nada na vida é absoluto e, portanto, não podemos falar em caminhos certos ou errados. Mas podemos analisar nossas opções e escolher as que nos ajudarão a sair mais rápido do fundo do poço. Seguem algumas dicas para isso:

1. Foque em você.
  • Não na vítima que você se acha agora, não na "dor em pessoa" que você se transformou. Busque sua essência, o que você quer, o que lhe fazia bem antes de tudo isso acontecer, a pessoa que você era antes e a pessoa que você quer se tornar, certamente muito mais forte.
  • Mude o visual, faça muito exercício físico (não só pra ficar gostosa, mas, principalmente, pelas reações químicas que ele provocará em seu organismo), alimente-se direito, leia livros sobre temas que te instiguem (quem sabe até de autoajuda).
  • Durma bem: obrigue-se a levantar da cama quando só quiser dormir o dia inteiro; obrigue-se a dormir quando não tiver sono algum.
  • Invente alguma coisa nova: artesanato, aula de dança, auto-maquiagem etc. Se não tiver dinheiro pra aulas, procure na internet (tanto vídeo legal de maquiagem no Youtube). Se não tiver internet, compre revistas ou procure um grupo que se reúna para fazer o que é de seu interesse.
  • Escreva, faça um blog sobre algo que lhe motive. Mas atenção: contenha seus ímpetos de escrever sobre essa história. Não se exponha e não exponha o outro. Por favor! Ainda teremos a oportunidade de conversar sobre todas as implicações emocionais e legais envolvidas nesse tipo de exposição.

2. Procure ajuda.
Recomendo buscar ajuda psicoterápica e talvez até psiquiátrica (eu precisei de ambos). Se você não tem dinheiro, nem plano de saúde que cubra, informe-se na sua cidade sobre os centros de atendimento gratuito. Eles são oferecidos por alguns postos de saúde, grupos de voluntários, centros universitários.

Precisa conversar? Fuja de falsos amigos!
Sabia que existem voluntários treinados para lhe dar atenção e lhe orientar nas mais diversas situações difíceis? O atendimento é de graça e pode ser feito por telefone, voip ou chat. E é anônimo. Que que custa, hein? Quer conversar? Ligue ou tecle com o CVV.

3. Apóie-se em sua religião, se tiver uma.
Não importa qual seja sua crença. Apóie-se nela. Este foi um elemento central na minha recuperação.

Algumas mulheres nessas horas pedem por justiça divina, sem perceber que agem de forma eticamente muito mais questionável do que o "dito" agressor (digo "dito", porque geralmente não ficamos sabendo a versão dos homens, né?). Não é para dar ideias, mas é disso que estou falando: Mulheres jogam sujo para se vingarem do ex - post que também poderia se chamar: "O que você NUNCA deve fazer". 

É fácil ajudar quem se ajuda

Não basta pedir a Deus, a Jesus ou à Entidade Suprema na qual você acredita que lhe ajude.
É preciso ajudar-se também.

Aja de acordo com os princípios éticos, por mais difícil que seja controlar os pensamentos destrutivos.
Sei que é. Mas existe uma fórmula para isso. Leva tempo, mas dá certo: gerenciar pensamentos, sentimentos e ações.

Na próxima semana, falaremos sobre esse tema. Aguardo você para o colóquio: Controlando pensamentos destrutivos: como gerenciar sentimentos, pensamentos e ações

Hora do Planeta - participar ou não?

Preparem-se, mulheres de verdade: no próximo sábado, dia 26 de março, das 20:30h às 21:30h (horário de Brasília), o mundo apaga suas luzes para chamar a atenção para o aquecimento global.

Eu e minha filha na Hora do Planeta 2010

Antes que algum engraçadinho argumente que de nada adianta apagar as luzes durante apenas uma hora se gastamos eletricidade desenfreadamente durante todas as outras horas do ano, lembro que se trata de um ato simbólico. O que está em jogo não é a quantidade de energia economizada durante a Hora do Planeta, mas a necessidade de pararmos para refletir sobre o nosso modelo de desenvolvimento e nossos padrões de consumo atuais.


Se em tempos de pensamento complexo ainda existem engraçadinhos? As crianças não acreditariam, mas... bom, vejam por si só o que diz o senhor George Carlin, a quem o blog Contraditorium dá voz no post: Hora da Terra - viva o onanismo.

Leia também, do mesmo blog: Hora do Planeta, e viva aquela franga de Pandora.

Preciso confessar que fico irritada quando leio textos como esses. Seria apenas minha dificuldade em aceitar pensamentos que divergem dos meus? Ou decorre de um sentimento de ofensa diante da ironização das minhas crenças? 

Não serei hipócrita: sou consumista e minha pegada ecológica é grande. Mas procuro me preocupar com o consumo dos equipamentos que adquiro, o combustível com que abasteço meu carro, as sacolas plásticas que deixo de usar com minhas várias e lindas ecobags, entre outras pequenas ações do dia-a-dia. E apago minhas luzes na Hora do Planeta.




Que fique claro: ninguém está querendo interromper o progresso. No desenvolvimento sustentável, o lado  econômico é tão importante e fundamental quanto o socialmente justo e ambientalmente correto, respeitando a diversidade cultural. Não está se sugerindo que paremos de consumir, mas é interessante que façamos isso de maneira consciente e não apenas sob o impulso quase animal do "quero e preciso disso". 

Hora do Planeta - Site oficial
Siga a Hora do Planeta no Twitter

Não poderá participar da Hora do Planeta? Não tem problema. O importante é levar essas reflexões para a sua vida. E, aos poucos, começar a mudar hábitos, mesmo que pequenos.

Quer deixar sua opinião sobre o assunto? Os comentários estão abertos abaixo para isso...

Muito além do esmalte pink

Quando eu era casada, usava apenas esmalte Renda - traduzindo para os meninos, é o branquinho clássico da marca Risqué. Justificativa para isso: marido não gostava das cores.
De vez em quando, em alguma ocasião especial, eu até ousava num vermelho. Mas, mesmo sem que ele dissesse algo, a gente sabe quando não é do agrado do amado, não é mesmo?

Quantas de vocês, queridas leitoras, também vivem esta situação?


Com a separação conjugal coincidindo com o ano em que as cores vibrantes e inusitadas começaram a reinar absolutas nas unhas, saindo das passarelas direto para as ruas, comecei a brincar mais com as cores. Até chegar num ponto em que ir à manicure e pedir pelo Renda virou dinheiro jogado fora - com exceção dos pés, nos quais o branquinho ainda é minha primeira opção.

Quem curte a nova brincadeira tanto quanto eu é minha filha Amanda, 3 anos, que escolhe comigo a cor do esmalte da semana. Desta vez, optamos por uma combinação de pinks.  


Detalhe importante: eu apenas uso os meus próprios esmaltes. Ultimamente, sempre que vou ao supermercado ou farmácia, aproveito para dar uma olhadinha nas cores e, se gosto, acrescento mais um vidrinho ao meu kit manicure. Afinal, o preço é tão em conta, né?


Dica para mulheres de verdade


Adotar o kit manicure não é frescura nem preciosismo, mas sim reflexo de consciência e amor próprio.
Muitas mulheres têm sido infectadas com doenças fatais como as hepatites B e C pela simples falta de cuidado na hora de fazer as unhas.

Você confia totalmente na esterilização dos instrumentos no salão que frequenta? Talvez não devesse. Não deixe de ler o que escrevi sobre isso no blog Animando-C:


Queremos saber de vocês:
  • Meninas: vocês costumam levar seu kit manicure ao salão?
  • Meninos: quais as cores de esmalte que mais gostam de ver nas unhas das mulheres?
Comentem pra gente!

Pra início de conversa - alegria e tristeza

Bem-vindo e bem-vinda ao blog Apenas Mulheres de Verdade!

Agora que você já sabe quem sou eu e conhece porque resolvi criar este blog, quero compartilhar um belo texto de Khalil Gibran, ao qual possivelmente recorreremos muitas vezes em nossas conversas, por fazer-nos refletir sobre nossos sentimentos e a forma como encaramos nossos momentos de alegria e tristeza.

Para quem tem olhos para ler e coração para compreender...

Khalil Gibran - A alegria e a tristeza


E depois uma mulher disse, Fala-nos da Alegria e da Tristeza.
E ele respondeu:

A vossa alegria é a vossa tristeza mascarada.
E o mesmo poço de onde sai o vosso riso esteve muitas vezes cheio de
lágrimas.
E como poderá ser de outra maneira?
Quanto mais fundo a tristeza entrar no vosso ser, maior é a alegria que
podereis conter.
A taça que contém o vosso vinho não é a mesma que foi feita no forno do oleiro?
E a lira que vos apazigua o espírito não é da mesma madeira com que foram esculpidas as facas?
Quando estiverdes alegres, olhai bem dentro do vosso coração e descobrireis que só aquele que vos deu tristezas vos dá também alegrias.
Quando estiverdes tristes, olhai novamente para dentro do vosso coração e vereis que na verdade estais a chorar por aquilo que foi a vossa alegria.
Alguns de vós dizeis, "A alegria é maior que a tristeza" e outros dirão "Não, a tristeza é maior".
Mas eu digo-vos que são inseparáveis.

No mesmo tema, mas outro ritmo (literalmente):



Rindo à Toa
Falamansa

Tô numa boa
Tô aqui de novo
Daqui não saio
Daqui não me movo
Tenho certeza
Esse é o meu lugar
Aah Aha

Tô numa boa
Tô ficando esperto
Já não pergunto
Se isso tudo é certo
Uso esse tempo pra recomeçar
Aah Aha

Doeu, doeu, agora não dói
Não dói, não dói
Chorei, chorei
Agora não choro mais
Toda mágoa que passei
É motivo pra comemorar
Pois se não sofresse assim
Não tinha razões pra cantar

Ha ha ha ha ha
Mas eu tô rindo à toa
Não que a vida
Esteja assim tão boa
Mas um sorriso ajuda a melhorar
Aah Aha

E cantando assim
Parece que o tempo voa
Quanto mais triste
Mais bonito soa
Eu agradeço por poder cantar
Lalaiá laiá laiá Iê

[...]

Relacionamentos: não sabe brincar, não desce pro play!

Neste primeiro post da seção Relacionamentos, conversaremos sobre os sentimentos envolvidos no rompimento de uma relação que não gostaríamos que terminasse. Pode ser que não seja exatamente o que você queria ouvir agora, mas será que não é o que precisava ouvir?


A vida é dura.

Pudera, vivemos cercados de pessoas que têm o bem e o mal dentro delas. Invariavelmente, seremos deparados com esses dois lados em nossas relações. Se não quiser sofrer por isso, mude-se para uma caverna e não saia de lá. Mas lembre-se que assim você irá privar-se também de tudo de bom que as pessoas poderiam lhe oferecer.

A verdade é que você muitas vezes vai ganhar, mas também vai perder.
Vai fazer uso de coisas que lhe darão prazer e essas mesmas coisas lhe serão motivo de lágrimas depois.


Se não quiser chorar, não ame. Quer amar e não quer chorar? Trancafie-se num convento e ame somente a Deus.

Se você tem um relacionamento, é possível que chegue um dia no qual tudo aquilo que lhe é caro comece a ruir e desmoronar - em todo tipo de relação com pessoas, não só nas amorosas. Acredite, a possibilidade disso acontecer é grande se você estiver fora do convento.

E não apenas porque o outro era um cretino sem escrúpulos. Alô?!? Vamos descer do pedestal? Nem sempre a culpa é do outro (ou do outro). O cara pode não querer mais manter a relação por diversos motivos, por exemplo:


  1. Não sente mais o mesmo. O que não quer dizer que nunca sentiu, ok? Os sentimentos mudam. Você sofrerá mais se preferir acreditar que tudo o que viveu antes foi uma mentira. Possivelmente, não foi. Apenas mudou. Clássico nesse caso é se sentir usada. Querida, se fosse assim, você também o teria usado para muitas coisas, não é mesmo?
  2. Encontrou outra melhor. Sim, amiga, esta parte dói. Mas precisamos aceitar que existem outras mulheres melhores do que nós, pelo menos na opinião dele e naquele determinado momento. Não quer dizer que ela seja realmente melhor do que você em todos os aspectos, mas isso também nem importa. São percepções e, como tal, puramente subjetivas. Pra que ficar se comparando?
  3. Mudou de foco. Aquilo que era importante, às vezes já não é mais. Se ele queria uma mulher pra casar, pode querer agora muitas pra galinhar; ou o contrário, sei lá.
  4. A relação não satisfaz. Pode ser que ele te ame, te ache a melhor mulher que já encontrou, mas... a relação não é boa ou simplesmente não satisfaz as expectativas. Minha mãe sempre me ensinou que amar não é suficiente: são necessárias muitas outras coisas para que a balança da relação penda mais para o lado do "ficar junto".


Esses são apenas alguns exemplos que mostram que o fim de uma relação pode se dar por motivos justos, mesmo que você não concorde com eles. Não necessariamente ele precisa trair você ou algo assim. Mas, acredite, a possibilidade de você ser traída um dia também é grande. Não quer que isso aconteça? Lembre-se do convento.


Humilhação


Falemos agora do seu sentimento. É muito comum nesses casos (e falo por experiência própria), sentir-se humilhada porque ele não quer mais ficar com a gente, porque não quer nem mesmo ser nosso amigo. Nada mais humilhante do que ficar falando com as paredes, não? Querida, preste atenção: é você que está se humilhando fazendo isso e não ele que está humilhando você. Ele já explicou os motivos de não querer falar com você e mesmo assim você insiste?

Bem, no meu caso, nem explicação de motivos houve, mas ele deixou bem claro que não falaria mais comigo da pior maneira possível. O que eu fiz? Dei piti? Me expus? Me humilhei? Não. Engoli meus impetos e deixei pra chorar baldes em casa. Assim, em público, não houve humilhação, porque eu fiz com que não houvesse.

Respeitei o desejo dele de não falar mais comigo, embora sem entender o motivo. Podíamos continuar amigos, não? Parece que a namorada nova dele achava que não. E ele também.


Obviedades

Coisas óbvias que precisamos lembrar constantemente a nós mesmas:

1. Não podemos obrigar ninguém a gostar - ou a continuar gostando - da gente.
2. Podemos mudar algumas coisas em nosso comportamento para fortalecer uma relação, mas não podemos - e não devemos! - mudar quem nós somos. Leia mais em Cuidado com o que você deseja: as mulheres e Edward Cullen, post do meu blog Animando-C.
3. Por pior que seja a dor que estejamos sentindo, por mais que pareça que ela nunca vai passar... ela passa.
4. Existem outros homens no mundo, melhores que ele em muitos aspectos e que poderão lhe oferecer aquilo que você deseja e merece. Hoje você só tem olhos pra ele, eu sei. Mas deveria olhar melhor a sua volta.


Djavan nos canta em Oceano que amar é quase uma dor. E muitas vezes é.
Quando começamos uma nova relação, investimos para que ela dê certo. Algumas vezes isso acontecerá; outras não.
Para este último caso, não existe prevenção contra o sofrimento. Mas se esquecermos o que nos ensinam desde cedo nos contos de fadas - "amor pra vida toda" e correlatos - poderemos aproveitar mais o amor enquanto dura e entender que, mesmo que ele acabe um dia, é válido vivê-lo.
Se não for assim, é melhor nem descer pra brincar, porque o risco de autodestruir-se é grande.


Cansada de sofrer pelo fim de um amor?

Quer dar um basta nisso? Então leia na próxima semana: Descendo pro play e aprendendo a levantar depois de cair. Até lá!

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