Ano Novo e Identidade Brasileira

Fim-de-ano é época de trocarmos belas mensagens de ano novo. Algumas nos tocam em especial, pelo carinho que trazem embutido em seu conteúdo. Outras, além do carinho, fazem com que nos sintamos diferentes ao acabar de lê-las. Este é o caso da mensagem que compartilho com vocês abaixo, enviada pelo meu eterno diretor Heraldo Palmeira*.

Com ela, agradeço aos queridos leitores pelo ano que passamos juntos e desejo que o ano novo venha cheio de amor de verdade e sonhos de verdade! Apreciem a mensagem e recebam o novo ano com o coração aberto.

*Heraldo Palmeira é diretor, produtor, patrocinador e grande incentivador 
do meu filme Hepatite C, Sem Medo. Grande pessoa, grande coração...

Imagem de domínio público


Caros amigos,

Em primeiro lugar, quero agradecer e retribuir todas as mensagens que recebi - e ainda vou receber - com votos de boas festas. A todos vocês, gente que gosto, apresento minha mensagem de final de ano, num momento em que estamos prontos para receber o ano-novo da melhor maneira.

Lá embaixo indico um link que, asseguro, vale cada segundo. É uma amostra da boa arte que o Brasil não cansa de produzir e que nenhuma pasteurização midiática consegue corromper. Apesar de toda a agressão que sofre nossa música popular, é reconfortante perceber que há sempre gente muito talentosa agindo, fazendo sua arte, vivendo e dando vida às nossas melhores expressões artísticas. E contando com o apoio de empresas que apostam em outras ações e mídias, como aqui é o caso da rede de lojas Luigi Bertolli, que bancou a produção.

Depois que a música chegar ao fim, sugiro permanecer um pouquinho mais vendo o vídeo, de modo a conhecer os artistas que acabaram de se apresentar. Encontrar gente do porte de uma Luê (Belém do Pará), Bule-Bule (Salvador), TKaçula (Casa Verde, São Paulo), Samuel Macedo (Nova Olinda), Di Freitas (Juazeiro do Norte), Guilherme Kastrup (Lapa, São Paulo), Calixto (Campo Limpo, São Paulo), Zulene Galdino (Crato), Orlando Costa (Bonfim, Salvador), Marinez e Marias do Côco Frei Damião (Juazeiro do Norte) reaviva nosso direito sagrado de lamentar que artistas de extremo talento, como eles e tantos e incontáveis outros, sigam excluídos do mercado principal da música. Fica a impressão de que o país, certamente para defender e dar continuidade à sua melhor tradição musical, gera dezenas de Luês, Bule-Bules, TKaçulas, Di Freitas, Guilhermes, Marinezes e Marias...





Um único lamento me resta, esse contra a teimosia de os produtores jamais incluírem informações indispensáveis. Neste caso, além da ficha técnica da produção, "esqueceram" de registrar que, por meio desse vídeo, nos foi dado flutuar pela extraordinária Brasil pandeiro, uma música do compositor baiano Assis Valente. Sem contar o coco Linda flor, inserido como música incidental no arranjo, e que caiu como um achado delicioso e inventivo.
Com a curiosidade incendiada, tanto procurei que terminei falando diretamente com a própria dona Marinez, alcançada por mim na sua casa no interior do Ceará. Em conversa longa e agradabilíssima para mim, pude, entre muitas histórias ótimas, descobrir o título da música (Linda flor) e que foi composta por ela mesma para homenagear todas as mulheres. Oxalá, um dia, os produtores culturais e todos nós aprendamos a valorizar os créditos artísticos e históricos como parte integrante das obras. Afinal, esse é o caminho único para, além de cumprir a legislação, respeitar e reconhecer os profissionais que realizam maravilhas como esta, e proteger e perpetuar nossa memória.

Recebam essa pérola audiovisual como minha mensagem de ano-novo. Espero que em 2012 todos nós, mantendo a indispensável criticidade, façamos um pouquinho mais de esforço para sentir orgulho brasileiro em nossas almas - como fazem esses artistas todos os dias. Que cada um de nós, além dos produtos culturais que já consumimos normalmente, leia mais um livro, ouça mais um disco, veja mais um vídeo ou filme, visite mais uma exposição de artes plásticas, mais um museu, troque mais ideias com as outras pessoas, dê um pouco mais de atenção aos artesãos, aos artistas de rua, à possiblidade de incluir o belo nas próprias fotografias que fizer...

Que práticas simples assim nos sejam úteis e recompensadoras. A ponto de permitir que tiremos desse consumo cultural novas centelhas para incendiar a curiosidade, para nos encantar com novidades, informações e ensinamentos que nos levem a colaborar no esforço coletivo em busca do país que tanto desejamos. Algo que nos liberte dessa escravidão digital imbecilizante e nos restabeleça o gosto pela saborosa contemplação do mundo ao nosso redor, por uma boa prosa livre de celulares e de outras bugigangas eletrônicas da moda. Algo que nos leve a trilhar de novo o caminho de associar pessoas, coisas, fatos e descobertas como forma de aprendizado e manutenção da nossa gênese cultural, daquele jeito como sempre nos foi orientado por nossos melhores professores. Algo que combata nossa má educação generalizada, que tanto dificulta a convivência diária e cria para o país esse desagradável cotidiano que está posto nas ruas. Algo que reforce nossa identidade com este Brasil velho de guerra, tão controvertido e tão adorável.

Que nos venha um ano-novo dos bons! Grande abraço, na certeza de que, de muitas maneiras, nos encontramos representados aqui.


A história da Branca de Neve contada pela Rainha

Toda história tem dois lados. Hoje descobri que a história da Branca de Neve tem três: a versão que conhecemos, a versão da Rainha e a da própria Branca de Neve.

A descoberta aconteceu por meio de um livro que é 2 em 1. De um lado, "Minha versão da história - Branca de Neve"; do outro "Minha versão da história - A Rainha".

Trata-se de uma leitura muito divertida - até mais para as mamães e papais do que para os pequenos, que talvez não entendam alguns detalhes espirituosos. Recomendo!



A Rainha começa sua narrativa contando que não é nada fácil ser madrasta, principalmente de uma adolescente. Ela conta: "O que eu sei é que uma mãe 'verdadeira' pode ser implicante o tempo inteiro, mas ninguém olha torto pra ela. No entanto, se a madrasta perde a paciência uma única vez, sai na primeira página da Folha da Floresta".



No decorrer da história, nos mostra como tudo o que fez foi para o bem da enteada: já que Branca de Neve não gostava de exercícios físicos, fazia com que realizasse o trabalho de casa; como comia muita besteira, incentivava uma alimentação saudável. Inclusive a maçã, dita envenenada, era apenas um estímulo para que parasse de comer bolos e tortas o tempo todo - e ela não estava envenenada coisa alguma, mas cheia de agrotóxicos, pelo que ela pretende processar o vendedor de frutas.

Na versão da Rainha, ela não se transformou em velhinha para ir atrás de Branca de Neve na floresta, apenas não usou maquiagem e preferiu roupas mais confortáveis - afinal, segundo ela, estava indo para a floresta e não para um baile. Aliás, falando em beleza, o espelho mágico só dizia que Branca de Neve era mais bela do que ela porque a pobre madrasta estava acabada, de tanto stress e preocupação com a enteada adolescente que estava se derretendo de amores por um rapazinho com quem cantava perto do poço. "Seria um sequestrador?" - preocupou-se a madrasta, lembrando de outras meninas que andavam desaparecidas por aí, como a Chapeuzinho Vermelho e a Polegarina.

O caçador não foi encumbido de matar Branca de Neve, mas apenas de levá-la para passear pela floresta e colher flores, para ver se ela se mexia um pouco. A versão de Branca de Neve corrobora isso: ela nos conta que não acreditou quando o caçador disse que a Rainha queria matá-la, mas que fugiu assim mesmo por causa do desespero em que estava o caçador (ela não podia ver alguém chorando).

Enquanto Branca de Neve vai nos contando sua história, fica bem evidente a sua mania por limpeza, inclusive mostrando que gostava de fazer o serviço de casa que a madrasta pedia. O mais interessante é que ela acaba a narrativa falando de sua vontade de reencontrar aquela "bondosa velhinha" que lhe deu uma maçã miraculosa. Antes de morder a maçã, ela fez um pedido: reencontrar o seu príncipe. Quando acordou, o desejo tinha se realizado... lá estava o príncipe despertando-a com um beijo de amor verdadeiro! Isso foi um pouquinho antes dos dois viverem felizes para sempre - tudo por causa do milagre da maçã da velhinha!    

"Minha versão da história - Branca de Neve e A Rainha": fica a dica de leitura.


Confesso que desde criança sou fascinada por bibliotecas.
Não sei se isso é hereditário ou uma questão de estímulo, mas o fato é que minha filha também fica encantada dentro de uma.
Hoje eu fiz sua associação na Biblioteca Demonstrativa de Brasília, para que ela possa sentir o gostinho de trazer livros emprestados para casa. Eu podia ter retirado os livros em meu nome, mas o objetivo foi estimulá-la mesmo, da mesma forma que fui quando criança.
E assim se constrói o gosto pela leitura...  

Outras dicas de livros infantis neste blog:
Livro infantil: Segredo de Família
Sardas em crianças - Morango Sardento


Sustentabilidade e a parte que me cabe


Vocês já conheceram aqui no blog o projeto Común Tierra, que há um ano e meio vem rodando a América Latina visitando, documentando e compartilhando práticas de comunidades sustentáveis
Comunidades sustentáveis??? Isso existe? Felizmente que sim! 

Eu, que me julgo socioambientalmente responsável (Eco-chata, segundo meu ex-marido), tento adotar práticas sustentáveis no meu dia-a-dia. Mas, fazendo a auto-crítica, não dá pra ser totalmente sustentável nessa vidinha capitalista de classe média que levamos.

Assista ao vídeo abaixo e me diga se você também acredita!
Eu não apenas acredito como agradeço que no mundo tenhamos pessoas como a Leticia e o Ryan fazendo um trabalho lindo como esse - que eu, no conforto da minha vidinha, não me disponho a fazer. 

Acredito, agradeço e apóio! 
Eu quero que o Minhoca atravesse o Canal do Panamá e chegue na América do Sul. E você?




Faça sua doação. Faltam apenas 5 dias e menos de R$ 500,00 para a meta ser alcançada!
Para doar, acesse: Común Tierra na América do Sul. É bem fácil!


Compartilho abaixo a mensagem da Leti Leticia:

Amigos,
Escrevemos pra vocês porque esse é um momento muito importante do nosso Projeto Común Tierra!


Eu, Leticia Rigatti e Ryan Luckey stamos viajando há um ano e meio desde o México por toda América Central documentando comunidades sustentáveis e projetos ecológicos na América Latina, ensinando sobre formas sustentáveis de viver a milhares de pessoas. No último ano documentamos mais de 50 projetos, fizemos mais de 20 vídeos educativos sobre sustentabilidade em 3 idiomas e partilhamos muitíssimos conteúdos sobre sustentabilidade de forma gratuita pela página: www.comuntierra.org.


Ensinamos através dos conteúdos do site e em workshops sobre formas de reinventar-nos e aprendermos juntos a viver uma vida sustentável, que seja digna para as próximas gerações, pra nossos filhos e netos. Vamos trabalhando nesse projeto com todo nosso coração e dedicando integralmente a nossa vida para aprender e ensinar gratuitamente. Porque acreditamos que podemos fazer a mudança que precisamos. Todo resultado do nosso trabalho é 100% acessível porque queremos envolver mais pessoas nessa causa. Sabemos que é preciso.


Nesse momento estamos em vias de cruzar o Canal do Panamá e finalmente chegar no sul da América. É um momento simbólico onde vamos poder conectar o continente com esse trabalho e também muito desafiador, pois tem um altíssimo custo para enviar a Minhoca, o veículo que viajamos e usamos como demostrativo de eco técnicas. É um valor muito mais alto que todos que já tivemos nessa viagem!


Para poder chegar na América do Sul precisamos de apoio. Precisamos mesmo. Por isso iniciamos essa campanha. Para que você, seus amigos, seus conhecidos possam apoiar. Toda e qualquer ajuda vale muito a pena, pois esse é um projeto com alto impacto, com informação livre e democrática, com conteúdos unicos somente encontrados porque viajamos pesquisando os melhores exemplos de sustentabilidade que podemos partilhar com o mundo. E de graça.


Por isso pedimos, sua ajuda, será fundamental para a continuidade desse trabalho.


Ajude o Común Tierra a prestar esse serviço para o mundo!


Link para doar na Campanha:
http://catarse.me/pt/projects/425-comun-tierra-no-sul-da-america-comun-tierra-in-south-america

Dia das Crianças e a história de Lilinho

Eu e Amanda, setembro/2011

É dia das crianças e minha filha não está comigo: está viajando de férias com o pai.

Em princípio, penso que crianças de quatro anos de idade nunca deveriam ficar três semanas longe da mãe. No entanto, quando ouço a alegria na voz dela toda vez que nos falamos ao telefone, lembro-me da flecha que voa - tão brilhantemente posta em palavras por Gibran Khalil Gibran em "Dos Filhos" (leia ao final deste post).

E por falar em filhos, hoje me emocionei ao assistir A História de Lilinho, filme publicitário da Panvel que compartilho com vocês abaixo. Se você é mãe ou pai, assista. Se você é filha ou filho, assista.




"Fatalidades não são algo que crianças deveriam saber."
"Sempre que possível, interfere: nada precisa ser como é."




Dos Filhos

Gibran Khalil Gibran


E uma mulher que carregava o filho nos braços disse: “Fala-nos dos filhos.”
            E ele disse:

            Vossos filhos não são vossos filhos.
            São filhos e filhas da ânsia da vida por si mesma.
            Vêm através de vós, mas não de vós.
            E, embora vivam convosco, a vós não pertencem.
            Podeis outorgar-lhes vosso amor, mas não vossos pensamentos,
            Pois eles têm seus próprios pensamentos.
            Podeis abrigar seus corpos, mas não suas almas;
            Pois suas almas moram na mansão do amanhã, que vós não podeis visitar nem mesmo em sonho.
            Podeis esforçar-vos por ser como eles, mas não procureis faze-los como vós,
            Porque a vida não anda para trás e não se demora com os dias passados.
            Vós sois o arco dos quais vossos filhos, quais setas vivas, são arremessados.
            O Arqueiro mira o alvo na senda do infinito e vos estica com Sua força para que suas flechas se projetem, rápidas e para longe.
            Que vosso encurvamento na mão do Arqueiro seja vossa alegria:
            Pois assim como Ele ama a flecha que voa, ama também o arco, que permanece estável.




Se você gostou do poema, também poderá gostar de:
Pra início de conversa - A alegria e a tristeza 

Desconectar para conectar

A vida é feita de escolhas e nem sempre podemos ter tudo o que queremos. Escolher uma coisa muitas vezes significa abrir mão de outras, como já falamos no post A coragem de fazer escolhas.

Eu pensei em várias formas de explicar a vocês porque diminuí meu investimento nos blogs e minha interação nas redes sociais, apesar de adorar tudo isso (e de sentir falta também). Como imagens falam mais do que mil palavras, apreciem o brilhante vídeo abaixo, que ilustra muito bem os meus motivos:




Isso nos faz refletir, não é mesmo?


Se quiser ler sobre o meu afastamento parcial da internet para cuidar mais de mim, acesse no Animando-C: Hepatite C e estratégias para manter-se saudável

E daí que eu tenho celulite?


Se você que está lendo este artigo é mulher, muito provavelmente, minha amiga, você tenha celulite. Afinal, 90% de nós temos (sim, eu inclusive).

By Lanzi (Own work) [CC-BY-3.0], via Wikimedia Commons

Gostaria de entender a razão porque, sendo praticamente um atributo genético feminino, a celulite é considerada um problema estético e não apenas mais uma característica do gênero, como os seios e a inteligência (rs).

Talvez os milhões de reais que as mulheres gastam todo ano em tratamentos contra a celulite ajudem a responder esse mistério. Só talvez.

E que mercado, hein? Milhões de consumidoras de um tratamento que nunca será totalmente eficaz, já que não existe cura para a celulite, e que por isso precisarão de manutenção contínua - sempre e para sempre. $$$ [ouça aqui o barulhinho da caixa registradora]

Será que os meninos fazem ideia de quanto custa um bom creminho anti-celulite? Definitivamente, a indústria de cosméticos não dá ponto sem nó.

Confesso minha vaidade e o quanto "as ditinhas" me incomodam. Nem acredito que estou aqui contando esse terrível defeito isso para o mundo - o que me tranquiliza nesse caso é saber que o @joeymcintyre não acessa o meu blog.

Incomoda, mas não deveria incomodar.
Como diz minha mãe: "Dói? Não? Então não é um problema."

O fato é que brigo com a celulite há muito tempo. Já gastei muito com vários tratamentos, alguns [muito] doloridos outros menos, mas não dá pra vencer a genética.

Se o meu caso é grave? Gravíssimo, eu diria. Mas ninguém costuma concordar comigo. Certa vez um médico da área me disse que eu tinha UMA celulite. Acho que ele quis dizer uma porção, mas tudo bem.

Se você for meio neurótica em relação às celulites como eu, você DEVE ler esses dois artigos do Blogpaedia:


Além disso, acompanhe o blog Apenas Mulheres de Verdade, pois compartilharei aqui tudo o que já inventei no combate à celulite. Você saberá o que deu e o que não deu certo comigo, e assim poderá direcionar melhor seu dinheirinho e ficar longe de alguns tratamentos doloridos que não funcionam. 

Porque aprender a aceitar a celulite com mais serenidade é importante, mas isso não quer dizer que devemos deixá-las fazerem a festa em nosso corpo sem lutar. =)

Receita deliciosa de Cappuccino - normal ou diet


Se tem uma coisa que faz sucesso na minha casa é esse cappuccino. Servidos?



INGREDIENTES

300g de leite em pó instantâneo (integral ou light)
100g de nescafé ORIGINAL
250g de açúcar ou 25 envelopinhos de aspartame 
2 colheres de sopa de chocolate em pó (ou chocolate em pó diet)
1 colher de sopa de canela em pó
1 colher de chá de bicarbonato de sódio

MODO DE FAZER

Misture todos os ingredientes e guarde em latas bem fechadas e protegidas da luz (não guarde em vidros).

Viver entre dois amores

"Eu te julgava, até acontecer comigo..."

Para refletirmos se é possível amar duas pessoas ao mesmo tempo, primeiro façamos uma distinção importante: trataremos aqui de sentimentos e não de atração
Foto: pussnboots - Flickr CC
É natural que o ser humano sinta atração por outras pessoas mesmo estando comprometido num relacionamento, atração esta que pode ser de naturezas diversas, como física ou intelectual. 

Lembrando que sentir atração não quer dizer sucumbir a ela - os seres humanos são dotados de razão e auto-controle e, a maior parte deles, não reage animalescamente perante uma situação como essa. Ou reage?

De qualquer forma, não é disso que trataremos neste post, mas sim de uma questão mais complexa, na qual não conseguiremos chegar sem passar pelo dilema: "Qual a diferença entre amor e paixão?" O Google nos dará várias definições, mas a mim elas parecem superficiais e reducionistas. "Paixão não é amor", dizem alguns. "Paixão é amor ardente", diz o dicionário Aurélio.

Pra mim, pessoalmente, são coisas que se confundem: eu enxergo a paixão como um amor em potencial e, como tal, tem amor nela contido como uma semente, que pode ou não germinar (isso me faz lembrar de minhas aulas de filosofia na UnB). Nem toda paixão será amor. Mas será que todo amor começa com uma paixão?  Mistérios...

Quando o amor começa a se desenvolver dentro do processo apaixonado é uma dúvida que acredito que poucos tenham a capacidade de distinguir. Eu mesma não tenho. Mas também pouco importa. Deixemos aos psicólogos a tarefa de estudar sobre isso. A vida já é bem complexa para ficarmos racionalizando sobre essas coisas: limitemo-nos a senti-las que já está de bom tamanho.

Ok, você gosta mesmo de definições, não é mesmo? Então considere a seguinte:
O amor é um sistema complexo e dinâmico que envolve cognições, emoções e comportamentos relacionados muitas vezes à felicidade para o ser humano; diferiria da paixão por sua maior permanência e menor efusividade que a paixão, embora não se omitam os estados de alegria e de tristeza relacionados a sua presença ou mesmo a sua ausência para o ser humano. Dificilmente, a paixão resiste a mais de dois anos. Pode-se dizer, assim, que geralmente estar com o(a) mesmo(a) parceiro(a) por mais de dois anos seja um forte indício do amor presente cimentando a relação e que assim, o amor comporta adversidades enquanto, por sua vez, a paixão não. Fonte: O percurso do amor romântico e do casamento através das Eras

A escrita deste post suscitou uma boa discussão na mesa do almoço com colegas de trabalho. Um deles, psicólogo, desenhou o que ele chamou de espectro do amor-paixão, que é interessante para percebermos que a paixão não necessariamente acaba e dá lugar ao amor:


Agora voltemos à pergunta inicial: é possível amar mais de uma pessoa ao mesmo tempo? Com toda certeza, sim! Lembremos que existem tipos diferentes de amor e que você pode encontrá-los em sua relação com diferentes pessoas, sendo até, de certo modo, complementares:
  • Eros - um amor apaixonado, fundamentado e baseado na aparência física
  • Psiquê - um amor espiritual, baseado na mente e nos sentimentos eternos
  • Ludus - o amor que é jogado como um jogo; amor brincalhão
  • Storge - um amor afetuoso que se desenvolve lentamente, com base em similaridade
  • Pragma - amor pragmático, que visualiza apenas o momento e a necessidade temporária, do agora
  • Mania - amor altamente emocional, instável; o estereótipo de amor romântico
  • Agape - amor altruísta; espiritual
Fonte: Wikipedia

Observado isso, uma próxima pergunta possível seria: podemos nos relacionar amorosamente com mais de uma pessoa ao mesmo tempo? [ressaltando que estamos falando de nossa cultura, que é monogâmica]

Deixemos julgamentos morais de lado, como sempre tento fazer neste blog - embora nem sempre consiga. Sabemos que a resposta prática a essa pergunta é sim, afinal, quanta gente não faz isso, né? Mas se a questão fosse: devemos fazer isso? Eu, na minha opinião própria e pessoal [sendo redundante propositalmente para deixar bem claro que falo por mim], acho que não.

Não digo isso pensando nos nossos valores sociais construídos historicamente. Sinceramente, seria até legal se fôssemos capazes de nos relacionar com pessoas diferentes, tendo relações diferentes, encontrando em cada uma delas algo que faz bem à nossa vida e, assim, vivendo mais feliz. Mas não creio que sejamos capazes.

O que geralmente ocorre é uma situação em que, no mínimo, uma das partes envolvidas desconhece o que está acontecendo, o que implica um problema ético. Sei que existem no mundo algumas pessoas mais desapegadas, mas a maior parte de nós, no que me incluo, tem ciúmes e vê a exclusividade como uma prova do sentimento do outro. Não sou evoluída ao ponto de pensar: "neste exato momento ele está lá dando carinho pra outra, mas nem me importo". Ou de descobrir uma traição e responder: "tudo bem, querido, isso acontece".

Portanto, apesar de achar que somos plenamente capazes de amar mais de uma pessoa ao mesmo tempo, ou amar uma e ser apaixonado por outra, não acho que devamos nos envolver em situações como essas. Porque é o tipo de situação que, no mínimo, uma pessoa sairá ferida. Ou duas. Ou as três. [O que não quer dizer que eu nunca tenha feito isso e que nunca vá fazer de novo]



O limite da satisfação de nossos desejos deveria ser o sentimento do outro. Mas nem sempre é.

Se você está lendo este post porque está vivendo uma situação como esta, não pense que lhe desaconselharei a seguir com ela. Mas também não incentivarei a continuar. O que direi é: cuidado com as pessoas as quais você ama.  Cuidado com você. E seja feliz!


Fontes de consulta:

Dia Mundial da Hepatite: participe da passeata virtual

Dia 28 de julho marca a luta contra a epidemia das hepatites - por muitos ignorada. Nesse dia, pessoas do mundo inteiro estarão mobilizadas para quebrar o silêncio, falando da importância da prevenção e do diagnóstico precoce.

Você pode participar desse movimento entrando numa passeata virtual. Para isso, basta ter um perfil no Facebook, Twitter ou Orkut e acessar o site: www.quebreosilencio.com.br


Eu já estou "marchando" e fico muito feliz toda vez que vejo o rostinho de um amigo por lá. Olha ali a Maria, Melissa e Mireila Lersch! =)

Saiba mais sobre a hepatite C e porque é importante você juntar-se a nós nesse alerta: Animando-C | Hepatite C: passeata virtual para quebrar o silêncio. #quebreosilencio

Não sabe porque eu estou envolvida com isso? Então leia aqui: Animando-C | Sobre mim

Projeto de sustentabilidade: conheça o Común Tierra

Na semana passada, compartilhei com vocês um exemplo de ação solidária de sucesso realizada na empresa em que trabalho, da qual participei ativamente, sendo inclusive coroada "princesa". Como eu disse no post, acredito que as pessoas, agindo individual e coletivamente, podem mudar muitas coisas que precisam ser mudadas. Hoje na seção Mulheres de Verdade, apresentarei a vocês a história de uma dessas pessoas que fazem a diferença.

Leticia Rigatti - que tenho orgulho de dizer que é minha prima - está rodando a América Latina com seu companheiro Ryan Luckey num motor home. Eles visitam comunidades sustentáveis e documentam suas ideias, técnicas e ferramentas com enfoque sustentável que podem ser multiplicadas ao redor do mundo. Conheçam a Leticia e esse projeto muito legal que é o Común Tierra.

Leticia Rigatti, do projeto Común Tierra

Quem é a Leticia?


Gaúcha de Porto Alegre, formada  em comunicação pela UFRGS e mestra pela Universidade de Barcelona. Tem larga experiência na área de comunicação social e pratica artes visuais.

Ao longo dos últimos 5 anos tem vivido em diferentes países da Europa, América do Norte e Sul, estudando áreas do conhecimento humano e aprendendo sobre distintas culturas e estilos de vida. Nessas viagens reuniu diversas perspectivas sobre estilos de vida alternativos e holísticos e um grande interesse pelas questões de sustentabilidade. Por isso, seu trabalho atual busca integrar o conhecimento em comunicação social e artes visuais com suas experiências de vida e divulgar projetos sustentáveis através do Projeto Común Tierra, que documenta ecovilas na America Latina.



O projeto Común Tierra


O Común Tierra é uma pesquisa sobre comunidades sustentáveis na América Latina (do México até o Brasil), iniciada em maio de 2010. Durante o percurso de 3 anos, Letícia Rigatti e Ryan Luckey estarão visitando comunidades sustentáveis, ecovilas e centros de permacultura documentando suas idéias, técnicas e ferramentas com enfoque sustentável que podem ser multiplicadas ao redor do mundo. 

Toda a informação está compartilhada através do site: www.comuntierra.org em três idiomas.  

O site tem como ferramenta um mapa de projetos sustentáveis na America Latina além de conteúdos sobre sustentabilidade incluindo fotos e vídeos educativos que são feitos em cada projeto.

O Projeto também realiza ações demonstrativas de eco técnicas, workshops educativos e troca de sementes orgânicas.

Leticia, junto com Ryan Luckey é idealizadora e fundadora do projeto. Todas as visitas, documentação de vídeos, contatos e workshops são realizados pela dupla.




O recado de Leticia para mulheres [e homens] de verdade


Todos nós temos o poder de ser a mudança que queremos ver no mundo.
Existem muitos desafios no mundo em que vivemos e se buscamos deixar um mundo melhor para as próximas gerações não adianta esperar que alguém faça isso pra gente ou colocar a culpa nas estruturas existentes. A vida que temos é agora, e a chance de mudar está nas nossas atitudes de evoluirmos em espírito e realizar ações mais sustentáveis.

Gostou? Quer participar?


Existem muitas formas de envolver-se no Común Tierra
  • utilizando os conteúdos, que estão todos disponíveis gratuitamente no site, aplicando-os em suas vidas e divulgando para amigos;
  • fazendo doações para permitir que eles sigam essa caminhada (podem ser realizadas por meio do site). O projeto é educativo e social ambiental, portanto todas as doações são utilizada somente para financiar os custos do projeto, não envolvendo nenhum tipo de fim lucrativo.

Não deixe de assistir abaixo o vídeo de um ano do projeto. Além de muito bem produzido e de trazer belíssimas imagens, o vídeo desvela realidades desconhecidas para muitos de nós. Particularmente, fiquei tocada ao ver que existem muitas pessoas vivendo um estilo de vida diferenciado, preocupadas com questões que muitas vezes deixamos de lado no ritmo frenético de nosso way of life capitalista.









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Você também pode gostar de:

Conheça outras Mulheres de Verdade:

Ação solidária corporativa: exemplo de sucesso

You may say that I'm a dreamer
But I'm not the only one
I hope someday you'll join us
And the world will be as one
Imagine - John Lennon

Muita gente, assim como eu, espera que um dia tenhamos uma sociedade mais justa e humana, com menos desigualdades sociais e mais oportunidades para todos. Eterna otimista, acredito que estejamos evoluindo para isso. Acredito, também, que só há uma forma de alcançarmos esse objetivo: a ação da sociedade civil organizada. Neste artigo, compartilho com vocês uma experiência de muito sucesso dos funcionários de minha empresa, que pode ser usada como modelo para o desenvolvimento de ações similares.

Este post também poderia chamar-se: "O dia em que virei princesa". Vocês lerão abaixo porquê.



A Ação


Todo ano, na época das festividades juninas, a Equipe de Comunicação e Autodesenvolvimento da Diretoria em que trabalho realiza uma competição saudável entre as gerências, da qual sai vencedora aquela que arrecadar mais doações para as instituições previamente selecionadas.

Mas a verdade é que todo mundo sai vencedor, não apenas uma gerência.

O resultado vai muito além das toneladas de alimentos, roupas, entre outros itens arrecadados. O clima das equipes fica muito bacana e há uma integração super saudável entre as gerências, bem como entre as divisões da própria gerência. Fora as competências desenvolvidas pelos funcionários ao desempenharem outros papéis nessa "brincadeira" (que é levada muito a sério). Se você é da área de gestão de pessoas, como eu, sabe a importância de tudo isso para a organização.

O ganho da empresa em termos de imagem perante a comunidade é apenas uma consequência, nenhum de nós está preocupado com isso. Também não estamos preocupados com a bonificação na perspectiva Sociedade em nosso acordo de trabalho, embora isso seja outra consequência.


Como funciona


1. A equipe organizadora - que em nossa Diretoria é formada por um funcionário de cada Divisão - estabelece o regulamento, no qual consta o período de arrecadação, os artigos que serão arrecadados e a pontuação de cada um deles.

Estabelece-se também quais serão as instituições ajudadas. Nós temos a prática de ajudar as instituições nas quais nossos funcionários atuam como voluntários, pois assim temos certeza de sua seriedade e da correta destinação das doações. Isso também é legal porque esses funcionários voluntários acabam se envolvendo bastante na ação e motivando os colegas.

Como exemplo, compartilho ao final deste artigo a tabela de pontuação utilizada neste ano.

2. Cada gerência escolhe um casal, que será seu candidato ao título.

3. É dada a largada... começa a temporada de arrecadação, que terminará com a coroação dos vencedores na festa junina da Diretoria.

Aí vale a criatividade para arrecadar dinheiro e outros itens. Tem de tudo: cobrança de pedágio no estacionamento, venda de coisas usadas, cobrança para emprestar o computador para registrar entrada ou saída do ponto, rifas e, o que certamente é a tônica da arrecadaçao: venda de comida.

Gente, sem brincadeira, acho que a Diretoria ganha, coletivamente, algumas dezenas de quilos.
A gente vende comida o dia inteiro: bolos, pães, pamonha, tapioca, canjica, doces, frutas e tudo o mais que conseguimos fazer em casa ou comprar. Tudo bem superfaturado, claro, pois "é pelo bem das criancinhas".

4. A arrecadação termina dois dias antes da festa junina da Diretoria, na qual acontece a divulgação do resultado. No dia da apuração, convida-se um representante de cada gerência para acompanhar a contagem - alguém muito discreto, que prometa não revelar o resultado antes do anúncio oficial.

Os vencedores de 2011 foram coroados "a Princesa e o Cangaceiro". No primeiro ano e segundo ano da brincadeira, haviam sido "o Rei e Rainha da Pipoca" e, em 2010, ano de Copa do Mundo, o tema foi "Copa Solidária".

Nossa festa aconteceu na última sexta-feira e adivinha quem foi o casal vencedor?

Euzinha, princesa, e o cangaceiro George

Mas pensam que alguém ficou triste por perder o título? Que nada! Como eu disse antes: TODOS ganharam.


Aspectos a considerar no planejamento da ação:


1. Logística para a entrega das doações: é importante deixar acordado com as instituições beneficiadas o prazo para a retirada e, se for o caso, o meio como isso será feito (o que em nosso caso é facilitado por termos voluntários delas dentro de nossa Diretoria).

2. Como em qualquer ação desse tipo, é muito importante a transparência do processo, principalmente nos valores arrecadados, em sua destinação e também na apuração do resultado. É legal fazer um placar parcial de uma a duas vezes por semana.

3. Patrocínio dos gestores: mobilize os gerentes, explique os ganhos da ação. Se eles não incentivarem os funcionários a participar, a ação não terá sucesso. Nenhum funcionário deixará de fazer o seu trabalho nem abrirá mão de suas responsabilidades funcionais, mas certamente os mais mobilizados precisarão ausentar-se de sua estação de trabalho algumas vezes. Os gerentes também precisarão ter paciência com os "vendedores ambulantes" - funcionários que adentrarão sua sessão vendendo coisas, principalmente comida. Aqui preciso fazer um reconhecimento merecido aos nossos gestores, que entram sempre na mobilização e levam tudo com o maior bom humor. E tem gerente que se empenha, compra coisas pra vender, dá dinheiro e etc. Lindo de se ver.


Nesse clima de agradecimento, não posso deixar de reconhecer o trabalho da equipe organizadora, a nossa Ecoa, que mais uma vez foi nota dez e com isso possibilitou que tudo corresse brilhantemente. Ressaltando que todos os seus membros são voluntários e acumulam o trabalho da equipe às suas atribuições funcionais cotidianas. Beijo, pessoas lindas! Orgulho de vocês, viu?

Finalmente, mas não menos importante, parabéns a toda a nossa gerência, que com muita dedicação e criatividade mereceu a vitória.

Gostou da ação? Que tal desenvolver algo parecido em sua empresa, escola, igreja etc? Até dá trabalho, mas ele é infinitamente menor aos possíveis resultados. Vale muito a pena!


Vejam os nossos resultados deste ano:
  • R$ 8.862,70 em dinheiro*
  • 785 peças de roupas de adulto
  • 500 peças infantis (roupas e brinquedos)
  • 142 quilos de alimentos
  • 9 mobiliário
  • 206 outras doações

* Dinheiro foi a prioridade em 2011, porque nosso objetivo era comprar fornos industriais para as instituições apoiadas que desenvolvem trabalho de geração de trabalho e renda.


Exemplo de tabela de pontuação:


E viva o rabo do tatu!

O post Resumo da obra em 05 parágrafos - por @Alma_Livre, publicado ontem no Retratos da Alma, me deu a gostosa oportunidade de relembrar a escolha mais importante que já fiz e que busco colocar em prática a cada dia: ser feliz.

Isso pode parecer meio senso comum, uma vez que, teoricamente, todos os seres humanos querem ser felizes. Só que existe uma grande distância entre desejar ser feliz e efetivamente agir para isso. Para o segundo, é necessária a coragem de fazer escolhas e de encarar as suas consequências. 

Neonihil - Flickr CC



As palavras da @Alma_Livre também me fizeram lembrar o dia em que ouvi a música Viva de Kleiton e Kledir, sentindo de verdade cada palavra - ocasião em que ela se tornou um hino para essa minha fase de vida.






Viva
Kleiton e Kledir
Composição: Kledir

Viva a alegria
E viva o prazer
De estar gostando de viver
Viva o oxigênio
Que invade o nariz
E faz a gente ser feliz
Viva a natureza
Deusa da beleza
Mãe das coisas que são boas
Viva a harmonia
O beijo na boca
E quem sabe fazer amor
Viva a alegria
E viva o prazer
De estar gostando de viver
Viva a maravilha
Que somos eu e tu
E viva o rabo do tatu


Uma coisa eu garanto: no meu Epitáfio nunca estarão escritas as palavras cantadas pelos Titãs nessa outra música que reflete muito bem a minha busca. Ainda tenho muitas coisas que preciso aprender melhor, como a dormir mais, a levar algumas coisas menos a sério e a ser menos exigente comigo mesma. Mas estou a caminho...





Epitáfio
Titãs
Composição: Sérgio Britto

Devia ter amado mais
Ter chorado mais
Ter visto o sol nascer
Devia ter arriscado mais
E até errado mais
Ter feito o que eu queria fazer...
Queria ter aceitado
As pessoas como elas são
Cada um sabe a alegria
E a dor que traz no coração...
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar...
Devia ter complicado menos
Trabalhado menos
Ter visto o sol se pôr
Devia ter me importado menos
Com problemas pequenos
Ter morrido de amor...
Queria ter aceitado
A vida como ela é
A cada um cabe alegrias
E a tristeza que vier...
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar...(2x)
Devia ter complicado menos
Trabalhado menos
Ter visto o sol se pôr...

Farofa de linhaça e gergelim

Receitinha gostosa e saudável preparada pela minha linda Mamy num domingo desses. Apreciem!

Ingredientes:
  • Cebola picada
  • Manteiga para fritar a cebola (ou azeite ou água, para quem evita lactose)
  • Gergelim descascado
  • Semente de linhaça dourada
  • Alho picadinho
  • Farinha de mandioca
  • Sal a gosto

Modo de preparo:
Fritar a cebola até ela começar a amolecer.
Acrescentar o gergelim e a semente de linhaça e continuar fritando, mexendo sempre. Deixar pipocar bastante para ficar bem torradinho.
Acrescentar o alho, sal a gosto e, finalmente, a farinha de mandioca.
Mexer até torrar a farinha.



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Pequena Érica

Uma menina de apenas 3 anos. 
Um carro velho incendiando com ela presa na cadeirinha no banco de trás. 

Foi assim que, em julho do ano passado, a menina Érica teve 23% de seu corpo queimado, especialmente cabeça, rosto, mãos e pés. Vejam o vídeo abaixo e entendam porque eu, comovida, resolvi ajudar.





Érica mora aqui no entorno de Brasília e sua história chegou até mim por meio de uma colega de trabalho, que é uma das voluntárias empenhadas em arrecadar fundos para pagar as cirurgias reparadoras as quais a menina precisa ser submetida - e que não são pagas pelo Estado.

No total, o tratamento custará aproximadamente R$ 80 mil, o que é inviável para a filha de um auxiliar de pedreiro e uma catadora de lixo. Se por um lado é muito dinheiro, por outro é pouco perto do que as cirurgias de reconstituição representarão na vida dessa criança.

Por isso, fica meu convite: visite o blog Pequena Érica, conheça essa história e veja várias formas como você pode ajudar.




"O que eu faço, é uma gota no meio de um oceano. Mas sem ela, o oceano será menor." Madre Teresa de Calcutá

Como ser a mulher que os homens querem

As revistas femininas [que às vezes me questiono se são feitas para ajudar ou para detonar as mulheres] são repletas de fórmulas para conquistar e segurar o amor. Quem procura realmente fazer essas coisas, não pode perder a criticidade ao ler sobre o assunto, sob o risco de conseguir o contrário. Neste post, falaremos sobre as falácias presentes nesse tipo de matéria e sobre o que você deve estar atenta quando busca ser a mulher que os homens querem
Esses dias, na fila do caixa do supermercado, li a seguinte chamada para uma matéria:
Descubra como o signo do seu gostosão pode ajudar você a ser a mulher da vida dele.
Não tive coragem de ler a matéria (impossível comprar tal revista, mesmo com fins de pesquisa), mas imagino do que se trate: por meio das características de cada signo, você descobre os gostos do "gostosão" (aff!) e passa a agir de modo a agradá-lo.

Estão querendo enganar a quem? Em primeiro lugar, ao gostosão, é claro. E depois, às desesperadas mulheres que estão atrás de conquistar ou segurar alguém, fazendo-as acreditar que desta forma serão bem sucedidas.


Derrubando premissas

1. Os astros podem nos dizer algo?
Confesso que eu até acredito em astrologia, mas ela é uma "ciência" complexa (reparem nas aspas). Pelo pouco que entendo, saber que a pessoa tem tal signo não significa muita coisa, pois as características dependerão de uma conjunção de fatores que são "decifrados" pelo mapa astral (como o ascendente e a Lua). Então vir me dizer que se o "fulano gostosão" é de tal signo, gostará disso ou daquilo... me poupe, né?

2. Ser quem não é. Agir diferente do que agiria.
Suponhamos que realmente pudéssemos confiar nos dados apresentados e que a revista trouxesse o mapa da mina. Teríamos nas mãos uma resposta para o desejo de Cazuza em Quase um segundo:

Eu queria ver no escuro do mundo
onde está o que você quer
Pra me transformar no que te agrada
no que me faça ver
quais são as cores e as coisas
pra te prender...




Não, meninas, não!!! Já falei muito sobre os perigos de se abrir mão de sua individualidade no post Cuidado com o que você deseja: as mulheres e Edward Cullen, no qual compartilhei uma história pessoal. Se ainda não leu, leia!

Nenhuma relação será bem sucedida se construída com artificialidade. Alguém sempre sairá perdendo, e esteja certa de que esse alguém muito possivelmente será você.

Um olhar atento e sensível ao outro é fundamental nas relações. Ceder, de ambos os lados, também. Mudanças? Sim, possivelmente elas ocorrerão, pois mudamos nas relações com os outros (não só amorosas). Mas buscar ser alguém que você não é para agradar o outro? ISSO NÃO DARÁ CERTO. E pode custar muito caro no final.

Portanto, minha amiga, fuja de fórmulas prontas. Se quiser, até ouça os astros, mas nunca esqueça de ouvir antes o seu amor próprio. Se ele não for considerado, nenhum outro amor se sustentará. Ao menos, não de forma saudável.

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A coragem de fazer escolhas

"Crescer é ter de fazer escolhas, sendo que nenhuma das duas coisas a escolher deixará você plenamente feliz”. Ouvi esta frase certa vez num filme da sessão da tarde, e ela fez tanto sentido que ficou gravada.

É assim que as pessoas escolhem, por exemplo, permanecerem casadas ou se separarem. Na verdade, ganha-se e perde-se com qualquer uma das escolhas. Portanto, a melhor forma de decidir é colocando ganhos e perdas na balança para verificar para que lado ela pende (minha mãe me ensinou isso).

Separação
Teatro para Alguém - Flickr CC

O problema é quando as pessoas nem percebem que estão fazendo escolhas. Levam a vida num pretenso determinismo, como se não houvesse alternativa, como se sua influência no rumo das coisas fosse reduzida. E não é. 

A questão é que fazer escolhas implica em ter coragem. E isso nem sempre as pessoas têm (ou querem ter). Para falar sobre coragem, volto à filosofia dos filmes, desta vez ao longa Ilha da Imaginação, que minha filha assistia hoje mais cedo:

Coragem é uma coisa que a gente tem que estar sempre aprendendo e reaprendendo a vida toda. Ela não está em você, está em cada escolha que você faz, a cada dia.

Profundo e verdadeiro, não?

Pra ser feliz, é preciso muita coragem. E, como muitos de vocês sabem, esta foi a minha escolha. Na prática, para concretizá-la, tomo decisões que fazem com que as pessoas me achem corajosa (às vezes, meio louca). Mas, na verdade, eu não sou (nem uma coisa nem outra) – como diz a citação acima, a coragem não está em mim, mas eu a busco em cada passo.

Se eu precisasse escolher hoje apenas uma coisa que eu gostaria que minha filha tomasse como exemplo na mãe seria esta: coragem de ser feliz. Sabendo que será preciso quebrar alguns ovos e encarando isso de cabeça erguida.

Como diz uma frase que eu adorava repetir quando criança: “a coragem é o cúmulo do medo”. Pode ser. No meu caso, é possível que seja o cúmulo do medo de levar uma vida medíocre, sem cor e sem luz.


vida_plena
vana_gwen - Flickr CC


O amor é a vida acontecendo no momento:
sem passado, sem futuro, presente puro,
eternidade numa bolha de sabão...
Ruben Alves


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Dicas para vencer o medo

No post Medo de barata - transtorno sexual ou alergia? já contei a vocês sobre meu medo de barata e falei que esse é um medo que não pretendo, ao menos por enquanto, encarar. Mas existem medos que precisam ser superados por impactarem de forma negativa nossa qualidade de vida. Falamos sobre esse assunto no post Medos: aprenda a enfrentá-los, no qual vimos que a forma mais eficaz para perder o medo é utilizar a dessensibilização e exposição. Neste post, compartilho com vocês como superei um trauma de infância por meio da chamada exposição

Alessandro Martins - Flickr CC


A origem do medo de tirar sangue


Aos oito anos de idade, fiquei hospitalizada 42 dias devido a uma pneumonia causada por uma super bactéria, sendo submetida aos mais diversos [e frequentes] procedimentos invasivos que você possa imaginar, inclusive cirúrgicos. Compartilho um pouco dessa história em Pneumonia e hepatite C. Pra quem não sabe, foi nessa ocasião que contraí o vírus da hepatite C, contra o qual luto hoje em dia.

Lembro-me de acordar no meio da noite com várias agulhadas no pé. As veias não aguentavam mais e estouravam, obrigando as enfermeiras a furarem novamente e novamente e novamente. Alguma dúvida de que isso geraria um trauma?


O medo


Eu já era adulta e ainda sentia o mesmo: quando um médico pedia um exame de sangue, tentava dissuadi-lo de todo o jeito explicando o medo e tentando convencê-lo que o exame não seria necessário. Minha argumentação não era muito eficiente, pois nunca consegui reverter um pedido de exame. Óbvio, né?

O que acontecia então? Eu adiava. Adiava o exame até o pedido médico estar quase vencendo, o que o impediria de ser aceito pelo plano de saúde. Era a coisa mais idiota que eu poderia fazer (e eu sabia disso), porque durante todo esse tempo eu era atormentada pelo medo, chorava todas as noites e não dormia direito. Se eu fizesse o exame no dia seguinte, de quanto sofrimento eu me pouparia! Eu sabia disso, mas simplesmente não conseguia fazer diferente.

No dia fatídico, lágrimas rolavam dos meus olhos na sala de espera. Eu precisava entrar acompanhada na sala de coleta (lembrando que eu já tinha vinte e poucos anos!), porque SEMPRE ao levantar da cadeira, após terminado o exame, eu desmaiava. Porque desmaiar só depois eu não sei. Só sei que era assim.

Eu até pensava que nunca poderia engravidar, porque não conseguiria ter de fazer exame de sangue uma vez por mês. Hoje penso que talvez não tivesse coragem mesmo.

Quase esqueço de contar a parte mais engraçada. Eu tinha um texto que sempre era repetido para o coitado [e paciente] técnico que ia colher o meu sangue: "se você não achar a veia, tira a agulha e coloca de novo. Por favor, não cavoca ela no meu braço". Digo "paciente" porque vocês não acham que eu deixava ele tirar logo de cara, né? Aí vem a parte engraçada (não para o técnico, claro): eu repetia umas mil vezes: "eu vou deixar, mas espera só um pouquinho". Esse "espera só um pouquinho" é famoso na minha família.


A superação


Tudo começou aos poucos, um passo de cada vez. O primeiro deles foi começar a abreviar o prazo entre o pedido do médico e o exame em si. Parece fácil pra você? Pra mim não foi.

Lembro-me da primeira vez que fui fazer um exame de sangue sozinha. Eu achei que estava grávida e não queria que ninguém soubesse [não estava]. Testes de farmácia não eram confiáveis, eu sabia. Avisei no laboratório que eu desmaiava e, por isso, fui colocada numa maca. Depois do exame, permaneci lá por 30 minutos, até me sentir apta a levantar sem cair. Foi difícil, mas consegui.

Depois disso passei a ir sozinha. Continuava falando o texto do não cavoca a agulha no braço, mas fui abandonando o "espera só um pouquinho", para a alegria de todos e bem-estar geral da Nação.

E eis que surge em minha vida a dona hepatite C. E foi ela que me ajudou a superar esse trauma de vez. Como? Exposição, minhas amigas e meus amigos, exposição. Comecei a fazer tantos exames e com tanta frequência que fui me acostumando com aquilo.

Gradualmente, abandonei a maca e passei a ser atendida numa sala com poltronas confortáveis, onde ficam os pacientes que precisam fazer exames com repetição. Quando passei a sentir confiança no laboratório e nos técnicos, abandonei o texto do "não cavoca".  Continuava esperando uma meia hora depois para levantar e ir embora, tempo que foi diminuindo, diminuindo, diminuindo... até o dia que simplesmente levantei e fui embora. E sabem quando eu percebi que tinha feito isso? Quando já estava atravessando a rua. A sensação de "meu Deus, que perigo, eu podia ter desmaiado na rua" foi seguida em poucos instantes pelo sorriso de "que orgulho de mim".

E assim, hoje entro no laboratório como qualquer adulto normal, sozinha, sento na cadeira normal, colho sangue, levanto e saio. E o melhor de tudo? Sem pânico, sem sofrimento. É tudo muito normal. Tá que eu ainda viro o rosto: se tem uma coisa que não posso ver é a agulha entrando na veia, especialmente na MINHA veia. Mas nem precisa ver mesmo, né?


Queria destacar que nesse processo todo houve um elemento que me ajudou muito: o Laboratório Sabin, com sua excelência no atendimento ao cliente - que justifica eu estar aqui fazendo propaganda de graça. Sem dúvida, o cuidado de seus profissionais foi fundamental para que eu me tornasse uma pessoa normal. Destaque também à minha família, que aguentou paciente cada "espera só um pouquinho" por mim proferido em aproximadamente 15 anos. E a mim e minha coragem, claro: palmas para a Ana Flor! Clap clap clap


Quanto às baratas... ah, deixemos as baratas pra lá!

Esmaltes lindos e saúde no salão de beleza

Tem coisa mais de mulherzinha do que fazer post sobre cor de esmalte? Desculpem, mas não resisti diante deste quarteto de cores da Elke.


Apesar das cores atraentes, a cobertura do esmalte não é muito boa. Acabam sendo necessárias duas mãos bem cheias e mesmo assim não fica aquela pintura impecável. Mas quem vai chegar com os olhos tão perto das suas unhas para notar isso, não é mesmo?

  • Leia também Muito além do esmalte pink e responda nossa enquete sobre cores de esmalte preferidas por homens e mulheres e uso do kit manicure.

Aproveito este post para lançar uma campanha: Unhas no salão? Só com o MEU kit manicure! Adote o seu kit e leve o banner da campanha para o seu blog.



Espalhe esta campanha,
para que a hepatite não se espalhe!

Não deixe de ler:

Sardas em crianças - Morango Sardento

Crianças com sardas são uma graça, mas nem sempre elas próprias acham isso. Por esta razão, as sardinhas são uma preocupação para muitas mamães. Neste post, falaremos um pouco sobre elas e traremos uma sugestão de literatura infantil - recomendada para crianças com e sem sardas.

Sardas nada mais são do que uma pigmentação na pele. Aparecem em pessoas com predisposição genética; geralmente, ruivos de pele clara. Não estão relacionadas a doença e nem causam dor, ou seja,  não exigem cuidados além do uso de protetor solar.

O filtro é muito importante, principalmente no verão, uma vez que o sol escurece as manchas. Além disso, por se tratarem de pessoas com peles sensíveis, podem estar mais propensas a desenvolverem câncer de pele no futuro. Que fique claro: não há relação do câncer com as sardas, mas sim com a sensibilidade da pele e a exposição solar.

Existe tratamento para clarear as sardas, mas não é recomendado para crianças. Ou seja, os pequenos precisam conviver com elas. E, o mais difícil: conviver com elas e com outras crianças. Como sabemos, as crianças gostam de enfatizar as características pessoais dos amiguinhos - como diriam alguns, "crianças podem ser muito más".



Se você vive isso com seu filho ou filha, super recomendo que leiam juntos o livro Morango Sardento, no qual a premiada atriz hollywoodiana Julianne Moore retrata a relação não muito amigável que tinha quando criança com as suas sardas. Uma história divertida que nos mostra o que devemos valorizar na vida: "Quem liga com um milhão de sardas, quando se tem um milhão de amigos", diz a personagem.

A autora e atriz Julianne Moore.
Um colega de faculdade dizia que eu era a cara dela.  Vocês acham?

Interessante o fato da tradução do livro ter sido feita pela atriz Fernanda Torres e a quarta capa da edição brasileira trazer o seguinte depoimento da linda-e-sardenta-super-atriz-global Débora Bloch:

Gostei muito deste livro porque eu também fui um "morango sardento" quando criança. Era chato porque eu adorava ir à praia, mas ficava toda vermelha e mais sardenta ainda. Eu achava feio ser sardenta. Agora que já sou adulta, tenho uma filha que não tem sarda e acha as minhas sardinhas lindas. Ela vive dizendo que queria ter sardinhas, igual a mim. Quando a gente é criança, sempre pensa que é melhor ser diferente do que a gente é. Mas quando cresce, descobre que tanto faz. Débora Bloch

Debora Bloch. Foto de hique CC. 


O ponto negativo é que o livro Morango Sardento é caro: custa R$ 45,00. Pode ser comprado diretamente no site da COSACNAIFY.


Se você já leu o livro, tem uma experiência pessoal para contar ou simplesmente gostaria de falar algo sobre o assunto, seu comentário será muito bem-vindo abaixo. Participe!


Leia também:




Fontes:

Medos: aprendendo a enfrentá-los

No post Medo de barata - transtorno sexual ou alergia? vimos que alguns medos, mesmo que aparentemente injustificados, possuem uma causa. O medo de barata não é considerado grave e, por isso, a pessoa que sofre com ele pode escolher se deseja tratá-lo ou não. Por outro lado, existem medos que podem atrapalhar (e muito) nossas vidas. Esses merecem ser olhados com atenção. Seja qual for o seu, leia neste post algumas dicas para perder o medo.  


sarah azavezza - Flickr CC

Medo de avião

Para exemplificar um tipo de medo que provoca transtorno em nossas vidas, trago o caso de uma amiga que sofre com Ptesiofobia, ou seja, medo de voar de avião. Ela já perdeu boas oportunidades profissionais e de lazer por evitar o transporte aéreo, apesar de conhecer as estatísticas: sabe que o risco de andar em seu carro diariamente é muito maior do que o que ela corre dentro de um avião. 

Quando sofremos com um medo desse tipo, que impacta negativamente nossa qualidade de vida, precisamos buscar superá-lo. Embora pareça senso comum, é cientificamente estudado que, para vencer um medo, é preciso encará-lo de frente. Não existe outra forma.

Não quero! Não quero! Não quero! Claro, a pessoa que tem uma fobia ou medo excessivo de algo busca evitar as situações que lhe causam esse desconforto, mas é exatamente este o tratamento mais eficaz: a exposição ao medo.

Muita calma nessa hora: isso não quer dizer que se você tem medo de baratas deva ser jogado num quarto cheio delas [pesadelo]. Você precisa passar gradualmente pelas fases denominadas dessensibilização e exposição. Vejamos um exemplo relativo ao medo de andar de avião, que serve também para os outros tipo de medo: 

Dessensibilização e exposição: É preciso muitíssima força de vontade até para chegar perto de um aeroporto quando você sofre de medo de voar. Uma forma de amenizar a ansiedade originada do medo de voar é um processo chamado dessensibilização. Neste processo, você deve criar descrições muito elaboradas de situações nas quais você sentiu um medo intenso de voar. Seja tão específico quanto possível, inclusive expressando graficamente estas situações. Então, quando o medo estiver presente novamente em sua mente, utilize técnicas de relaxação para dissolver o medo. Continue com estes exercícios, até ter enfrentado todos os medos do seu passado imaginativamente e dominado-os através da relaxação.

Depois de ter confrontado seus medos através da dessensibilização, e igualmente reunido informações positivas sobre viagens aéreas, seu último passo deve ser fazer mais uma tentativa com a situação real. Reúna coragem e comece a fazer viagens curtas com amigos e familiares que podem lhe dar conforto. Fortalecido por seus novos conhecimentos sobre aviões e aeroportos, você será capaz de erradicar seu medo de uma vez por todas, através da exposição. Fonte: Como superar o medo de voar: tratamento para fobia, para voar sem medo

Dicas para vencer o medo


  • Dica 1: Para aprender a lidar com seu medo, você precisará conhecê-lo e aceitá-lo. Não subestime ou invalide um medo que sente.

  • Dica 2: Lembre-se: pensar no que nos amedronta às vezes é muito pior do que a situação em si. Quantas vezes perdemos o sono por causa de algo, e ao passarmos pela situação pensamos que não foi tão ruim como imaginávamos que seria? Quantas vezes sofremos desnecessariamente? A dica é:  ajustar nossas expectativas à realidade. Uma forma de fazer isso é buscando referências sobre o assunto, como vivências anteriores, fundamentação teórica ou relatos de outras pessoas. Mas atenção: seja criterioso em relação ao que ouve das pessoas ou lê na internet.

  • Dica 3Procure dar ao seu medo o tamanho exato que ele tem. Esta dica está relacionada com a anterior, mas merece ênfase. Lembra da cena que a Branca de Neve foge para a floresta quando o caçador não tem coragem de matá-la? Assista abaixo:




No exemplo do desenho, as árvores são apenas árvores, não monstros. São galhos no que ela esbarra, e não mãos segurando seu vestido. Os jacarés são apenas troncos na água. Os olhos ameaçadores são apenas olhos de animaizinhos fofos. O fato é que Branca de Neve está assustada e, por causa disso, vê coisas que não existem e distorce coisas que existem. Fazemos isso com frequência em nossas vidas, não? Minha filha de 3 anos explicaria a você tudo isso ao assistir essa parte do filme. =)

  • Dica 4: Lembre-se da dessensibilização e da exposição apresentadas no exemplo do medo de voar. Na primeira, comece (re)vivendo seus medos em sua mente. Exercite lidar com eles, acalmar-se será uma questão de autoconhecimento e autocontrole, os quais você só alcançará com a prática. Pratique primeiro dentro de sua cabeça, no conforto de um lugar no qual se sinta seguro, simulando as situações estressoras. Quando tiver alcançado o autocontrole na simulação, parta para eventos reais, preferencialmente acompanhado por alguém que lhe dê segurança.

  • Dica 5: Em alguns casos, você precisará de ajuda para encarar as situações que lhe amedrontam. Psicoterapiamedicamentos e florais são algumas alternativas de suporte nos processos de dessensibilização e exposição. A amiga que citei fez um tratamento com hipnose que ajudou a minimizar o problema.

No próximo post, compartilharei com vocês como a técnica da exposição ajudou-me a superar um trauma de infância: medo de exame sangue