Podcast Apenas Mulheres de Verdade #1 - Vem conhecer a gente!

Às vésperas do blog comemorar oito anos de existência, nós desafiamos o tal inferno astral e lançamos duas novidades: nosso perfil no Instagram e o podcast Apenas Mulheres de Verdade.

Crédito da Imagem: unsplash-logoJuja Han

Neste primeiro episódio, apresentamos um pouco do blog e damos uma palhinha do tipo de conversas que teremos por aqui. 

Seja muito bem-vinda! É só dar o play abaixo, mana!

Chutney indiano de coentro e hortelã

Meu marido é indiano e uma das coisas que ele mais sente falta morando no Brasil é da comida da Índia. O Chutney indiano de coentro e hortelã é um dos preferidos!


Sorte dele que é uma receita simples de preparar, e encontramos facilmente todos os ingredientes no Brasil.

O que surpreende na receita desse chutney é a diversidade dos ingredientes. Eles misturam coisas que a gente jamais misturaria - acho que é isso que faz a culinária indiana tão intrigante.

Esta receita foi retirada do livro Aneri My Favorite Recipes, de Nayana Shah (adaptada por mim). 


Chutney indiano de coentro e hortelã

Ingredientes:
1 copo de folhas de coentro bem picadinhas
1/2 copo de folhas de hortelã também bem picadas
6 cabeças de alho trituradas  [eu coloco só uma, porque acho muito forte]
Sal a gosto
1 colher de chá de gergelim
2 colheres de chá de coco desidratado
1 colher de sopa de nozes
3 colheres de sopa de açúcar
1 limão
4 pimentas verdes
1 pedaço pequeno de gengibre
1 colher de sopa de semente de cominho 

Modo de fazer
Bater tudo no liquidificador até ficar uma pasta.

Manter na geladeira.

Minhas adaptações: coloco menos alho, uso cominho em pó e também pimentas em pó (pela minha falta de habilidade de medir a quantidade de pimentas frescas).



Apreciem! Mas lembrem-se: é comida indiana, então é forte ;)

Pedido para mães de meninos


A gente conversa muito sobre a importância do empoderamento feminino. Mas não basta empoderarmos as meninas sem olharmos também para os nossos filhos


Certa vez, numa discussão com mulheres do meu trabalho, uma colega falou algo sobre as meninas serem insensíveis e partirem o coração dos colegas apaixonados. Ela relatava o quanto era difícil ser mãe de menino e vê-los sofrendo. 

Tivemos uma conversa maravilhosa a partir daí. Eu trouxe a problematização que partilho com vocês agora: as meninas são "insensíveis" só porque não retribuem o amor do seu filho? Elas não têm o direito de amar quem elas quiserem e escolher namorar com quem quiserem? Por que as meninas (e nós mulheres) somos julgadas pelas nossas escolhas?

Meu apelo às mães de menino: por favor, ensinem a eles que as mulheres não são seres criados para satisfazer as vontades deles. Elas têm a própria mente, os próprios sentimentos, as próprias vontades. E isso deve ser respeitado. Se você ensina a ele que a menina ée insensível porque não gosta dele, compreende que assim a está julgando e desempoderando? Ela pode ser muito sensível e gostar de outra pessoa, que não seu príncipe, não é mesmo?         

Pode parecer uma coisa pequena, mas ela vira bem grande quando observamos o número de feminicídios no Brasil e no mundo, sendo que muitos desses crimes ocorrem quando companheiros e ex-companheiros justamente não aceitam/respeitam a vontade das mulheres.  

Quero trazer mais um exemplo: uma canção composta por um garoto de 11 anos, MC Bruninho - uma das revelações musicais de 2018. Ele é um fofo e tem uma vozinha muito gostosa. Suas canções fazem o estilo bregafunk ou batidão romântico. As melodias ficam na cabeça e as letras são inocentes e adequadas para crianças de 11 anos, como a minha filha.

Esta é a música "Jogo do Amor" - a letra está na sequência.


 


Jogo do Amor
MC Bruninho

Olha aonde eu vim parar
Mais uma vez, o coração se apaixonou pela pessoa errada
Mas como eu ia imaginar
Que no lugar do coração da princesinha não existia nada?

Tudo bem (tudo bem)
Você tá me ensinando mesmo sem saber
E é com teu desprezo que eu vou te esquecer
Espera mais um pouco e tu vai ver

O amor que eu sinto por você
Nada disso você deve entender
O teu jogo eu sei jogar, mas nunca vou ganhar
Porque você não sabe o sentido de amar

O amor que eu sinto por você
Nada disso você deve entender
O teu jogo eu sei jogar, mas nunca vou ganhar
Porque você não sabe o sentido de amar


Sempre que ouço essa música com minha filha, fico respondendo para ele:

Mas como eu ia imaginar
Que no lugar do coração da princesinha não existia nada?
Talvez ela tenha um coração, e ele apenas não seja seu.  ;)

O amor que eu sinto por você
Nada disso você deve entender

Ela pode entender e não retribuir, né?

O teu jogo eu sei jogar, mas nunca vou ganhar
Porque você não sabe o sentido de amar

E pode saber o sentido de amar... outra pessoa


Então, queridas mães de menino, acolham o sofrimento de seus filhos. Eles precisam de seu apoio ao encontrarem esse desconhecido mundo novo, gostoso e dolorido que é o amor. Mas, por favor, não coloquem a culpa do sofrimento no outro. O sofrimento faz parte da vida, a rejeição faz parte da vida, não ter tudo o que se quer, também faz parte da vida. Se queremos criar adultos saudáveis e felizes, esse ensinamento é fundamental.     

O despertar das mulheres

Algumas pessoas acreditam que, de modo geral, não existe preconceito em relação a mulheres na sociedade: isso é coisa do século passado (ou intriga de feminista). As mulheres estão presentes em todos os segmentos profissionais e têm oportunidades iguais, basta serem competentes. Esse discurso de "opressão" seria mimimi de quem não se esforça suficientemente ou de quem quer criar uma guerra contra os homens. "Coisa de mulher mal amada".


O fato é que a opressão está tão naturalizada em nosso dia-a-dia, que a gente nem percebe. Lembro o primeiro dia que usei o vagão feminino do metrô. Até então, eu nunca tinha percebido o quanto era tenso andar de metrô. Como eu disse, estamos acostumadas. Estar num vagão só com mulheres foi um alívio - e não quer dizer que não existia a chance de ser roubada, mas a chance de ser violada fisicamente é mínima. Eu nunca tive problemas no metrô, mas a experiência desde a infância, na rua e ônibus, acaba nos condicionando mentalmente. Foi naquele dia que percebi o quanto estou sempre alerta.



Nos últimos meses, estou tendo duas experiências incríveis em coletivos de mulheres, na vibe do sagrado feminino, nas quais essa segurança de estar entre mulheres se materializa. 

No Clã das 13 Luas, passamos um dia inteiro juntas uma vez por mês, num trabalho conduzido pela MARAVILHOSA terapeuta Adriana Fittipaldi. Ouvimos mitos, dançamos em ciranda, tomamos banho de cachoeira, cantamos e tocamos tambor e chocalho ao redor da fogueira, entre outras dinâmicas. É lindo, libertador e possibilita muita cura. 

Já o Tear dos Sonhos é um grupo de mulheres que se une para realizar os sonhos umas das outras. É uma proposta incrível baseada na economia colaborativa, que subverte a lógica do capitalismo e da competição. Não é terapêutico, mas é baseado do tripé "abundância compartilhada, cura e magia". Em nosso processo, nós vamos superando muitas crenças limitantes enquanto transitamos pelos quatro elementos - fogo, vento (ar), terra e água. Na dimensão da abundância, o Tear é uma ferramenta muito prática e nos ajuda a trabalhar a energia do dinheiro, a dar e a receber. Para realizar nossos sonhos, geralmente se precisa de dinheiro. Aqui, nós fazemos as pazes com ele e, na prática, trazemos a prosperidade para as nossas vidas. No pulso lunar, ou seja, muito rápido.      




O Clã das 13 Luas acontece em Brasília. Já no Tear dos Sonhos, como os encontros são online, temos participantes de várias regiões do Brasil e do mundo. Se você ficou com vontade de saber mais, será um prazer compartilhar com você: 

  • Se for minha amiga: mande uma mensagem no whatsapp ou messenger, que mando mais informações.
  • Se ainda não nos conhecemos: envie por favor um email me contando sobre você, como essa ferramenta ecoou no seu coração, e se você já sabe qual o sonho que você quer materializar (embora algumas mulheres só descubram seu sonho percorrendo o Tear mesmo).  anabarcellos@gmail.com  

Para terminar, deixo para vocês de presente a música Reloj de Campana tócame las horas, que retrata lindamente o despertar das mulheres, relembrando seus poderes. Gratidão a todas as manas que estão comigo nessa jornada! Ahoooooooo!  




Reloj de campana tócame las horas... 

Círculo de Mujeres de Luz

Reloj de campana tócame las horas
Para que despierten las mujeres todas

Porque si despiertan todas las mujeres
Irán recobrando sus grandes poderes

Reloj de campana tocame de prisa
Para que despierten las sacerdotisas

La que invoca el cielo, la que invoca el agua
La que invoca fuego la que invoca aire
La que lleva ofrendas a su tierra madre

Porque de sus hijas ella necesita
Que canten y dancen llenas de contento

Invocando siempre los cuatro elementos

Reloj de campana tócame las horas
Para que despierten las mujeres todas

Porque si despiertan todas las mujeres
Irán recobrando sus grandes poderes

Reloj de campana tocame de prisa
Para que despierten las sacerdotisas...

La que invoca el cielo, la que invoca el agua
La que invoca fuego, la que invoca aire
La que lleva ofrendas a su tierra madre

Porque de sus hijas ella necesita
Que canten y dancen llenas de contento
Invocando siempre los cuatro elementos

Dicas para unhas naturais e lindas

Cansada de ser obrigada a fazer manicure toda semana ou a cada 15 dias? Já se perguntou onde está escrita a regra que mulher de verdade precisa estar sempre com as unhas feitas? Esse será nosso bate-papo de hoje. Ana Flor e Florzinha, numa conversa despretensiosa, sem ensaio e sem roteiro, mostram como podemos deixar as unhas belas ao natural. E, aos poucos, vamos ficando mais livres para dedicar nosso tempo e energia ao que realmente importa... Aliás, o que realmente importa para você? 





Confira o vídeo abaixo e deixe sua opinião. Não importa que não seja a mesma que a nossa: estamos aqui para conversar, não para tentar convencer ninguém do que é certo ou errado ;)

Se você ama unhas coloridas, customizadas, gliterizadas, abuse delas! O que estamos defendendo é a liberdade de você escolher como gosta das suas mãos.

   

Mariana de Oliveira Nunes Cavalcanti - o nome completo de uma mulher completa

Hoje vamos falar de Mariana de Oliveira Nunes Cavalcanti. Não, ela não é uma celebridade. Precisamos aprender a valorizar as mulheres do nosso dia-a-dia, respeitá-las e nos deixarmos inspirar por elas.



Mariana nasceu em Brasília, filha de pais nordestinos. Formou-se em Odontologia, mas logo percebeu que não sentia alegria exercendo a profissão de dentista. Não se deixou abater: foi lá e cursou Direito.

Mariana não tem medo de seguir seus sonhos, não tem medo de ser feliz e pouco se importa com o que as pessoas pensam ou deixam de pensar sobre isso. Ela vive intensamente.

Hoje, mora em Pittsburgh, Estados Unidos, com o marido e os dois filhos. Nessa experiência americana, descobriu que também leva jeito para a vida de dona-de-casa, coisa que nunca imaginou. O que determina uma mulher não é a profissão que ela exerce (ou não exerce), mas sim quem ela é e a relevância que ela tem no mundo em que vive.

Não precisa ser famosa, influencer, bem-sucedida, ter milhões de followers. Precisa fazer diferença na vida das pessoas com quem convive. E isso, a Mari faz.

E você, leitora do Apenas Mulheres de Verdade? Queremos saber quem você é. Temos certeza que você é importante no seu mundo, seja do tamanhinho que ele for. E você, tem certeza disso? Pois tenha! 

Assassinas silenciosas

Temos discutido nesta comunidade vários riscos a que somos submetidas simplesmente por sermos mulheres. Falaremos hoje sobre um risco de saúde ao qual poucas sabemos que estamos expostas: as hepatites virais. Esse não é um problema exclusivo de mulheres, mas devido a algumas questões que veremos a seguir, muitas mulheres foram expostas ao vírus e nem sabem disso. Aconteceu comigo e pode acontecer com você.


Para começar, é importante entender que as hepatites virais matam, especialmente as causadas pelos vírus B e C.

Sabe por que elas são conhecidas como "assassinas silenciosas"?

Porque a maior parte das pessoas infectadas nunca apresentaram nenhum sintoma.

"Isso quer dizer que posso estar infectada sem saber?" Sim.
"Mas eu faço exame periódico todos os anos..." As hepatites B e C não aparecem em exames comuns, apenas se solicitados seus exames específicos.  

Segundo a Organização Mundial da Saúde, uma a cada 12 pessoas no mundo está infectada. No Brasil, estima-se que um a cada 30 brasileiros seja portador dos vírus da hepatite B ou C. Os números são alarmantes. Mais ainda após a seguinte informação: mais de 90% dessas pessoas ainda não foram diagnosticadas.

A boa notícia é que ambas as doenças possuem tratamento fornecido pelo SUS. O problema é que as pessoas às vezes levam décadas para descobrir que estão infectadas, podendo ser diagnosticadas tarde demais. O vírus ao longo dos anos pode causar um estrago irreversível no fígado, que pode culminar em cirrose ou câncer. Nesses casos, o tratamento já não é mais eficaz e a única saída pode ser um transplante hepático.    

Como se pega hepatite B e C?

Basicamente no contato com sangue contaminado. Às vezes não pensamos muito nisso, mas passamos por diversas situações na vida em que podemos ter sido expostos, tais como:
- dentista
- exame de endoscopia
- tatuagem e piercing
- manicure
- seringas de vidro de antigamente

A hepatite B ainda é transmitida sexualmente, 100 vezes mais facilmente que o HIV.

Apesar de todos nós estarmos expostos a esse risco, existem grupos de pessoas que devem fazer o exame imediatamente, pois estão no grupo de maior prevalência. São elas:
- pessoas que receberam transfusão de sangue antes de 1992
- pessoas que usaram drogas injetáveis ou inaláveis, mesmo que apenas uma vez
- pessoas que fazem hemodiálise
- filhos de mães portadoras de hepatite B e C (pode haver transmissão no parto)
- esportistas de algumas modalidades (como jogadores de futebol) nas décadas de 70 e 80, que recebiam injeções de vitaminas no vestiário com seringa compartilhada.

 

Por que no início do post falei sobre o risco às mulheres?

Não só pelo hábito de fazer as unhas em salão e nem sempre ter o cuidado de levar seu próprio kit manicure. Mas também porque até o início da década de 90 tinha-se a mania de fazer transfusões após cirurgias, para deixar o paciente "mais forte". Isso quer dizer que muitas mulheres que fizeram cesariana naquela época foram submetidas à transfusões desnecessárias. Com isso, temos uma geração de mães e avós contaminadas especialmente com a hepatite C. 
Para vocês terem uma ideia, nos Estados Unidos considera-se como parte do grupo de risco qualquer pessoa com mais de 45 anos.
Quer dizer que os mais novos não têm risco? Têm (eu mesma não tenho nem 40 ainda). Mas a maior parte das pessoas foi infectada na década de 80 e início da década de 90, quando ainda não existiam mecanismos de prevenção como a testagem do sangue doado para transfusão e disseminação de aparelhos de autoclave para esterilização.  

A minha história:

Quando eu tinha 8 anos de idade, tive uma pneumonia causada por uma super bactéria. Os médicos disseram que minhas chances de sobrevivência eram zero  poucas. Fui submetida a uma cirurgia em que dois terços do meu pulmão esquerdo foram retirados. Depois da cirurgia, precisei de uma transfusão de sangue e recebi um pacotinho de sangue "premiado" com o vírus da hepatite C. Naquela época, nem existia hepatite C para a Ciência ainda.  
Passei vinte anos sem ter nenhum sintoma da doença. Aliás, nunca senti nada, nem antes nem depois de diagnosticada. Descobri por puro acaso.
Não pensem que foi fácil receber esse diagnóstico aos 25 anos de idade. Era como se minha vida tivesse acabado. Os relatos na internet são aterrorizantes. E eu ainda tinha tantos sonhos! O maior deles era ser mãe. De repente, era como se o chão se abrisse embaixo dos meus pés.
Três anos depois, quando enfim recebi indicação para o tratamento, passei seis meses tomando uma injeção por semana e remédios diários. Os medicamentos tinham efeitos colaterais muito agressivos, como uma quimioterapia, o que significa que passei mal 24 horas por dia durante todo esse tempo. Teimosa, não deixei de trabalhar: tomava a injeção na sexta à tarde, caía de cama na sexta à noite, ficava na cama sábado-domingo-segunda, e terça-feira ia trabalhar. Perdi muito peso - e metade dos cabelos. Estava sempre fraca. Muitas vezes não conseguia nem dirigir de volta para casa.
E depois desses seis meses... o tratamento fracassou. Por muitos anos, eu terminava essa história dizendo que a Medicina não dispunha de nada que pudesse me ajudar, mas que eu não perderia a fé.
Quatro anos depois, eu estava no primeiro lote de pacientes tratados com os novos anti-virais contra a hepatite C. E hoje eu posso dizer, com lágrimas nos olhos, que estou curada!

Foi mais de uma década de luta. Durante todo esse tempo, eu pesquisava muito sobre tratamentos alternativos e todas as novas drogas em estágio de pesquisa. Participei ativamente de campanhas do Ministério da Saúde e criei as minhas próprias. Mandei carta para deputado, senador, ministro e até para a Dilma. Participei de eventos de ongs e de manifestações públicas. A luta não era só por mim, e é por isso que ela continua...
   
Precisamos diagnosticar os milhões de infectados que estão por aí sem nem desconfiar que vivem com uma bomba relógio dentro do organismo. Precisamos dar a eles a chance de um final feliz. Nesses anos todos, eu vi muitos companheiros de luta morrerem. Não me conformo com isso. Não me conformo que ainda perderemos muitas outras pessoas. Não me conformo que essas mortes poderiam ser evitadas com informação.

Por isso peço a ajuda de vocês: quanto mais pessoas disseminarem essas informações, mais chances temos de salvar vidas.

O que você pode fazer?

1. Se você nunca fez um exame de hepatite B e C, ou se não tem certeza, peça esses exames na próxima consulta médica. A Cassi cobre.
2. Converse com amigos e familiares, estimule-os a fazerem o exame também.
3. Previna-se! Esteja atenta às situações de risco. Algumas medidas importantes:

- Leve seu próprio kit à manicure (inclusive o palitinho),
- Certifique-se da adoção das medidas de segurança em clínicas estéticas, procedimentos médicos/odontológicos, estúdios de tatuagem etc
- Use preservativo nas relações sexuais (para prevenir a hepatite B e muitas outras doenças, como o HIV e HPV)
- Tome as três doses da vacina da hepatite B. É gratuita nos postos de saúde. Se você não tem certeza se já tomou, faça um exame de anticorpo da hepatite B para testar. Infelizmente, ainda não existe vacina contra a hepatite C.


Se quiser mais informações, acesse o blog Animando-C. Ele tem esse nome por ter como objetivo abordar a hepatite C de forma otimista. É o local de acolhida das pessoas que chegam desesperadas após lerem algumas informações disponíveis na internet. Tudo baseado em pesquisas científicas e feito com muito amor e carinho. A hepatite C é uma doença grave, mas tem cura. E a informação, mais do que nunca, é poder!   


PS: E o meu maior sonho? Minha Amanda tem hoje 10 anos de idade. Nasceu quando eu ainda estava infectada, mas graças a Deus não tem a doença. 


Este texto foi publicado originalmente em minha coluna no Blog Bancárias no Poder, na intranet corporativa da empresa em que trabalho, em 27 de dezembro de 2017. As opiniões político-partidárias, quando houver, refletem as opiniões da colunista, não necessariamente do Blog Bancárias no Poder, da comunidade Bancárias no Poder ou de suas administradoras.

Ana Shah é analista de TI na Diretoria de Tecnologia de uma grande empresa do mercado financeiro. Pedagoga apaixonada por Educação, blogueira, mãe, voluntária, entusiasta do software livre e interessada por tudo relacionado à cultura indiana. Escreve também os blogs Amor Indiano e Animando-C (luta contra hepatite C) e para outros sites que você encontra no menu deste blog.