Campos do Jordão: 5 coisas para saber antes de viajar 

Foi-se o tempo em que dependíamos apenas de guias de viagem - e suas sugestões patrocinadas - para planejar uma viagem. Hoje a internet nos oferece um rico conteúdo de experiências reais, compartilhadas pelos próprios viajantes. Apesar disso, nem sempre nossas pesquisas são suficientes. Compartilho com vocês neste artigo cinco coisas sobre Campos do Jordão que eu gostaria de ter sabido antes de embarcar para lá. Observação: informações referentes à alta temporada, que acontece entre julho e agosto.


1. Meios de transporte

Em Campos do Jordão, não tem Uber, nem Cabify, nem 99 Taxi etc. Os hotéis em geral não oferecem transfer, nem mesmo pago. Ao descer na rodoviária, você se sente de volta ao passado [que exagerada!], precisando achar número de tele-táxi para ligar. 

A cidade não tem uma boa infraestrutura de transporte público, o que nos deixa reféns dos táxis - e sua odiosa bandeira 2 à noite e finais de semana.

Alugar um carro seria melhor? Não tenho certeza. Durante a semana, até que o trânsito é mais tranquilo. No final de semana, há engarrafamentos e é difícil encontrar vaga para estacionar. Fora que o friozinho de Campos do Jordão combina com vinho e você não vai querer dirigir depois de beber, não é mesmo?

Se sua resposta à pergunta acima for sim, duas informações relevantes:
- Na temporada, tem uma dupla de policial a cada esquina - e sim, com blitz de bafômetro. 
- Na nossa última noite, vimos um carro que acabara de cair no trilho do trem - motorista embreagado, imagino. 

Outra questão que desabonaria o aluguel de um carro, na minha opinião: a viagem de volta para São Paulo. Era para ser de 3 horas, mas durou 5 devido ao engarrafamento. Particularmente, prefiro estar no ônibus dormindo ou fazendo qualquer outra coisa do que dirigindo num trânsito como aquele.

Dica: voltar ao final do dia de domingo não é uma boa ideia, justamente pelo engarrafamento da volta à São Paulo. 

Para quem não se importa em caminhar, os pés parecem ser a melhor opção de deslocamento dentro de Campos do Jordão. ;)

2. Escolhendo o que fazer

Campos têm muitas opções de turismo e lazer. Não adianta querer fazer tudo de uma só vez. Escolha o que combina mais com seu perfil. 

"O que você gostaria de dizer para os leitores que estão planejando uma viagem para Campos do Jordão?" 

Resposta do marido: "Aproveite o centro (Vila Capivari), o clima, o movimento, a comida, a cerveja, o vinho... Não queira fazer muitas coisas, simplesmente aproveite."


3. Reservas antecipadas

Você precisa fazer algumas reservas com alguma antecedência, de preferência antes mesmo de viajar. 

Com base nas dicas da internet, fizemos todo um planejamento de onde ir e quando, só não contamos que muitas coisas estariam lotadas. Confira as principais: 

A) Baden Baden Tour

Estávamos empolgadíssimos para conhecer como a cerveja é feita, fazer degustação e outras coisas que a tour pela fábrica da Baden Baden oferece. 

Ficamos 6 dias na cidade e não conseguimos fazê-la. Nos quatro primeiros dias, durante a semana, o telefone - única opção de marcação - ou dava ocupado, ou ninguém atendia, ou dizia que o telefone não estava funcionando. Quando finalmente alguém me atendeu, já não havia mais vagas para os próximos dias e tinha uma lista de espera de 86 pessoas - sendo que a tour acontece em grupos de 30. 

Mesmo assim resolvemos arriscar, porque quando as pessoas que reservaram não aparecem, são substituídas por quem está na lista de espera. Esperamos por três horas no local e desistimos. Saímos de lá muito frustrados - e ainda tinham 30 pessoas na nossa frente esperando para serem encaixadas no caso de desistência.

Pelo menos, deu para aproveitar a lojinha.

Dica: agende sua tour, no mínimo, uma semana antes. Se tiver dificuldades com o agendamento pelo telefone, vá ao local e agende pessoalmente. A tour custa R$ 30,00 e dá direito a degustação de três cervejas, e o visitante leva uma taça para casa de brinde. 

B) Passeio de trem em Campos do Jordão

Existem várias opções de passeio de trem, sendo que as mais famosas são o trem urbano, que tem formato de bonde, e, como o nome sugere, fica dentro da cidade, e o Trem do Mirante - que dizem que é um passeio lindo! Ambos saem da estação Emílio Ribas, na Vila Capivari. Mais informações aqui.

O passeio do trem-bonde é mais fácil de conseguir lugar - mesmo assim só foi possível comprar passagem para o dia seguinte. Não acho que valha a pena para quem não está com criança. O trenzinho em formato de bonde sai da Vila Capivari, vai até o portal de entrada da cidade, e volta. A gente nem desce para tirar fotos. Sinceramente, é muito mais interessante estar do lado de fora e tirar fotos nos trilhos e do trem passando do que ser passageiro. Pelo menos, não é um passeio caro (R$ 15,00). [Eu pedi para descer na estação do portal de entrada da cidade e ficamos por lá mesmo, sendo avisados pelo motorista de que perderíamos a passagem de volta].

Já o passeio do trem do mirante é bem concorrido. Precisa ser marcado com, no mínimo, 10 dias de antecedência. Não conseguimos fazê-lo por esse motivo. Pesquisando posteriormente, descobri que você pode comprar o ingresso antecipadamente pela Central de Reservas da Estrada de Ferro, por meio do telefone (12) 3644-7409 ou email central.reserva@efcj.sp.gov.br, mediante depósito bancário. 

Teleférico - passeio que vale a pena
(apesar do meu medo de altura)



C) Reservas em restaurantes

Alguns restaurantes só aceitam clientes com reserva. Fique esperto se é o caso do restaurante que você escolheu. 

Minha sugestão: veja se seu hotel oferece serviço de concergie e pode reservar restaurantes/comprar os ingressos para você. O primeiro hotel que ficamos oferecia esse serviço, mas nós, acostumados em fazer tudo por nós mesmos, nem aproveitamos - e no final nos demos mal. O passeio de trem é, por exemplo, uma das compras que dizem que os hoteis estão acostumados a fazer.


Restaurante Pousada Alto da Boa Vista
Apenas com reserva antecipada



4. Algumas coisas interessantes de contar:

A) Café-da-manhã

Uma coisa que amei em Campos do Jordão foram os cafés-da-manhã dos hoteis abertos até mais tarde. Num dos hotéis o horário do café ia até 11h e no outro até 12h. Aprovado!

B) Como economizar no valor das diárias em Campos do Jordão

Por que eu fiquei em dois hoteis diferentes? Elementar, meu caro Watson. Campos do Jordão é turismo para a elite, tudo é caro. Eu queria ficar num hotel no centrinho, para poder me deslocar com mais facilidade - não conhecia a cidade. E, sendo lua-de-mel, queria ficar num hotel bacana. O único detalhe: não sou elite, nem bacana hehe. 

A diária dos hotéis durante a semana é mais barata que nos finais de semana. Como chegamos numa terça-feira, ficamos as duas primeiras diárias no hotel que eu queria no centro, cinco estrelas, vida bem boa. Depois reservamos as outras três diárias num hotel um pouco mais afastado. Aí, já sabíamos como nos virar na cidade. Com isso, economizamos R$ 1.800,00. 

A única coisa que a pousada deixou a desejar em relação ao hotel 5 estrelas foi o aquecimento central.  

C) Informações turísticas

Os muitos policiais que encontramos pelas ruas não sabem dar informações, simplesmente porque eles não são da cidade - foram destacados para lá para o período de alta temporada. Não perca seu tempo perguntado. :D

D) Patinação no Gelo

O Google não mostra o rinque de patinação no gelo mais próximo ao centro. Ele fica num shopping chamado Boulevard Genève, que só abre no período de alta temporada. R$ 80,00 a hora (caro, mas vale a pena para quem curte). Fica a dica! 

O rinque The Ice fica localizado no shopping sazonal Boulevard Campos (prédio do antigo Market Plaza). A pista é muito bem localizada ficando a menos de 500 metros do centrinho turístico da Vila Capivari e tem 400 m². Mais informações: http://www.boulevardgeneve.com.br/

E) Não confie no Google Maps!

O Google Maps não é muito confiável em Campos do Jordão. Tenho a tese ridícula de que gente rica não fica andando na rua com Google Maps. Então os locais não estão bem marcados no mapa - isso deve ser coisa de classe média ;)

Exemplo: pegamos bicicletas emprestadas no primeiro hotel e queríamos ir ao portal de entrada da cidade para tirar fotos. O resultado foi que o Google nos mandou para o lado totalmente oposto. Foram 5 horas de pedaladas, passando por lugares muito legais, mas nada de foto no Portal. 

F) Festival de Inverno

Em julho, acontece o Festival de Inverno de Campos do Jordão. Fique ligado nas diversas atrações. Não nos programamos, porque achei que seria que nem Gramado: você está andando pela rua e, de repente, tropeça numa apresentação musical. Não foi o caso. Nosso saldo de atrações do Festival de Inverno assistidas: zero. 

G) Roupas de inverno em conta

As coisas no coração da Vila Capivari são caras, mas uns passinhos adiante, por exemplo, ao lado do Teleférico, tem umas lojinhas baratas de roupas de lã, luvas, gorros etc. Os modelos são bem bacaninhas. Sobre a qualidade, só poderei testemunhar daqui a algum tempo - se vão durar ou não

5. Vale muito a pena:

A) Amantikir - "Jardins que falam" 

Vinte e seis lindos jardins para visitação.
O taxista nos disse que as pessoas ficam em média 1h30 por lá. Nós ficamos 3 horas e ainda não conseguimos ver tudo. Recomendado para quem gosta de andar e de ver coisas bonitas que dão alegria ao coração.  E fotos, claro.
É longinho da cidade, mas vale muito a pena.  Mais informações: http://www.parqueamantikir.com.br/











B) Arte da Pizza

Um conjunto de coisas fazem o jantar nesse restaurante uma experiência incrível! Para começar, ele fica no Grande Hotel Campos do Jordão - um hotel escola do Senac. Isso faz do atendimento fantástico (estão sendo bem treinados e avaliados por isso).

A pizza é preparada na nossa frente e assada no forno de pedra ao nosso lado. O ambiente é elegante e agradável.

Mas é a proposta do restaurante que o torna inesquecível. Envolve coisas como comer a pizza com as mãos e mastigá-la junto com o vinho para entender a harmonização. 

6. Bônus: Aparecida - SP

Reservamos um dia de nossa viagem a Campos do Jordão para conhecer Aparecida. Confira aqui: Dicas de viagem: um dia de fé em Aparecida - SP





Hoteis em que ficamos hospedados em Campos do Jordão:
  • Hotel Frontenac


  • Pousada Mar Deny 


Taxista que nos atendeu em Campos do Jordão: 

  • Paulo Roberto (12) 9978-9498



Dicas de viagem: um dia de fé em Aparecida - SP

Reservamos um dia de nossa viagem de lua-de-mel a Campos do Jordão para conhecer Aparecida. Como não casamos no religioso (eu sou espírita e ele hindu), foi como a benção do matrimônio.


 

Embora pareça evidente, é importante ressaltar que estamos falando de turismo religioso. Portanto, se você não se interessa por religião, não há muito o que fazer por lá. O mesmo se você for daquele tipo de Evangélico que rechaça a Igreja Católica e seus santos: esqueça, não é um lugar para você.

Mas se você for uma pessoa espiritualizada, independente de religião, que respeita lugares sagrados e adora sentir a paz que eles trazem ao coração, talvez seja a sua oportunidade para conhecer Aparecida. 

O taxista nos cobrou R$ 250,00 para nos levar de Campos do Jordão até lá, esperar, e nos trazer de volta. Fora de cogitação para o meu bolso. Fomos de ônibus: 1h30 até Taubaté e depois mais 40min até Aparecida. Gastamos aproximadamente R$ 100 somando todas as passagens, para duas pessoas. Coloca aí a viagem de ônibus na cota do "sacrifício" religioso ;) A empresa que faz essa rota é a Pássaro Marrom. Observação: de carro, a viagem de Campos do Jordão a Aparecida dura por volta de 1h30min.

A cidadezinha no interior de São Paulo tem literalmente cara de uma cidadezinha do interior de São Paulo. Mas logo na entrada já vemos a oponente Basílica de Nossa Senhora Aparecida. 

Dicas:

1. Indo de ônibus, peça ao motorista para descer logo na entrada da cidade, porque a caminhada da rodoviária até a Basílica é de uns 20 a 30 minutos. A opção? Taxi tabelado. Mas não deixe de fazer essa caminhada na volta e "sentir" a cidade, visitar as lojinhas, ver a primeira Igreja erguida para a Santa Padroeira do Brasil. A vista da Basílica ao pôr-do-sol pela passarela é deslumbrante. 


2. Se quiser passear no teleférico que "sobrevoa" a cidade - o que parece muito legal - chegue mais cedo e o faça antes de ir para a Basílica. Motivo: a atração fecha às 17h30.

3. Chegue no mínimo 20 minutos antes do horário da missa, se quiser assistir à missa sentado.


4. Você já deve ter lido na internet que as lojinhas fora da Basílica são muito mais baratas - e isso é verdade! Elas também oferecem muita variedade em imagens, medalhas e outros tipos de souvenirs. Mas, na minha opinião, não dá para comparar a qualidade dos produtos. Eu fiquei muito desapontada porque deixei de comprar a "imagem-perfeita-para-mim" de Nossa Senhora Aparecida, porque apostei que encontraria similar lá fora, mais barata. Só que não. A que eu comprei também era bonita (encontrada depois de olhar umas 500), mas se o cansaço e o horário do ônibus me permitissem, eu voltaria todo o trajeto para comprar a outra imagem, mesmo que pelo dobro do preço. Já o meu marido achou que era tudo muito similar à loja da Basílica, então, essa avaliação depende de pessoa para pessoa. 

5. Saiba que existe na Basílica uma "Sala das Promessas", onde as pessoas deixam fotos e objetos que remetem à graça recebida. Vestidos de casamento, réplicas de carros, camisas de esportistas, discos de artistas e fotos de filhos são alguns exemplos do que encontramos por lá. A sala é gigantesca e é impossível contar (ou até mesmo ver) todos os seus itens! Então, querendo fazer ou pagar uma promessa, não esqueça de carregar consigo o objeto que gostaria de deixar por lá.

6. Esteja na Basílica às 18h, hora da Ave Maria, e sinta na sua pele a vibração do som dos sinos badalando. É lindo! #lagriminhas

Como o Facebook me fez desistir da Humanidade

Corpos em campo de concentração nazista na Alemanha (Corbis/VEJA)

É verdade que ando ausente das redes sociais. Mas está tudo bem. Ou quase. Apenas redes sociais não fazem muito sentido quando você não quer se relacionar com outras pessoas, o que é o meu caso. Explico melhor abaixo.  

Um dos meus maiores aprendizados desde as eleições de 2014 foi que as pessoas são más e egoístas. Não estou falando do lado A ou B - embora no meu feed fique bem claro qual é o lado que cospe ódio. 

Estou falando de como as pessoas são mesquinhas. O quanto não se importam por compartilhar mentiras desde que elas lhe convenham, ou seja, corroborem suas teses sem fundamento. 

O que me leva ao segundo aprendizado: as pessoas não estão preocupadas com a verdade. Elas têm a sua opinião e refutam a lógica e a coerência em nome de provar que estão certas. Isso é doentio. Sim, as pessoas estão doentes. 

Antigamente, as pessoas se preocupavam em ser (ou parecer?) inteligentes e boas. Hoje isso está fora de moda: "O que importa se isso que estou falando é a maior idiotice do Universo? Essa é a minha opinião e ela vale mais que a razão". Convenhamos que, atualmente, as opiniões valem mais até do que a lei. 

Compartilho com vocês um diálogo que ocorreu em 2016:
 - Você é advogada, você sabe que não há base jurídica para o impeachment.  
- O que você não entende é que isso é um julgamento político e não jurídico. 
E eu, tolinha, achando que vivíamos num País onde as leis deviam ser respeitadas, ao menos pelos legisladores! 

Isso me leva ao meu terceiro aprendizado: as pessoas cagam para as leis (desculpem a palavra, mas não existe uma expressão melhor). Eu já devia saber disso pela observação do dia-a-dia, onde a lei da vantagem supera as demais (jurídicas e morais). 

Todos os dias eu quase bato meu carro simplesmente porque os motoristas que passam naquela pista ignoram completamente a placa de PARE. Eles mudaram o significado da placa PARE para "Dê a preferência" - que eu aprendi na autoescola que era outra placa. Agora PARE não significa mais parada OBRIGATÓRIA, mas "vai diminuindo a velocidade para ver se dá tempo de passar e, se der, toca a ficha". Para outros significa: "essa placa de PARE aqui é para os fracos e não se aplica a mim, o sabidão do Universo". 

Fico impressionada com o quanto é importante para as pessoas economizarem 5 segundos de vida no trânsito, ao mesmo tempo em que gastam horas tentando convencer os outros que eles são burros e ridículos (os outros, claro) - o que faz delas, no mínimo, burras e ridículas. 

"Mas com este artigo você não está fazendo exatamente o mesmo? Julgando que as pessoas são burras e ridículas?"

Se você pensou isso, é porque se sentiu ofendido com minhas palavras. Se você se sentiu ofendido com as minhas palavras, é porque se identifica com o perfil descrito. Sendo assim, pense o que quiser, pois não há argumentos no mundo que façam você ao menos considerar o ponto de vista do outro, quissá mudar de ideia. 

Talvez você se identifique com o texto abaixo também e, ao final deste artigo, conclua que o Hitler até que era um cara de bem e você votaria nele.

Aliás, quando eu vejo as pessoas que marcham ao lado dessas autodenominadas "pessoas de bem", cada vez me convenço mais de que estou do lado certo. Aquele cara barbudo nunca estaria ali (estou falando de Jesus). Mas ainda dizem que quem vai queimar no inferno sou eu...

Entrevista com Robert Gellately à Revista Veja - uma fonte considerada confiável pelas pessoas de bem. Segundo a Veja, Gellately é um renomado professor de história da Universidade Estadual da Flórida. 

Como o senhor chegou à polêmica conclusão de que grande parte dos alemães tinha uma imagem clara das atrocidades nazistas? Entre 1933 e 1939, a maioria dos cidadãos sabia sobre os campos de concentração e a Gestapo (polícia secreta do regime nazista), simplesmente porque se podia ler abertamente sobre o assunto na imprensa. Conhecendo o mito “nós não sabemos de nada”, fiquei chocado com a quantidade de material que era publicado na imprensa local, regional e nacional. Muito do que aconteceu estava ali – as pessoas apenas ignoravam por rejeitar a informação. Isso porque o regime nazista não ameaçava todos os alemães, apenas grupos minoritários selecionados, incluindo, claro, os judeus. A grande maioria da sociedade tinha pouco a temer. Já durante a II Guerra, entre 1939 e 1945, as informações eram mais encobertas. Não obstante, um grande número de pessoas estava envolvido diretamente com as ações do governo, e as notícias chegavam a qualquer um que quisesse de fato saber o que acontecia por baixo dos panos. Nesse período, os campos de concentração cresceram, ocupando fábricas distantes dos centros urbanos e também no interior de algumas cidades, tornando-se parte da vida cotidiana das pessoas e, portanto impossível de serem ignorados.

Quanto os alemães de fato sabiam sobre os campos de concentração e a Gestapo? Eles sabiam muito. O regime tinha orgulho de sua nova polícia e a celebrava anualmente no “Dia da Polícia Alemã”. Um bispo católico chegou a se gabar à congregação sobre como um campo de concentração na região tinha dado à área um novo “sopro de vida”. Hitler apostou no apelo popular por meio de um regime baseado no lema “lei e ordem”. Não são poucos os que preferem a repressão em nome da lei e da ordem em toda parte do mundo. E nós sabemos que esses recursos podem ser perigosos para pessoas ingênuas e inocentes. Por isso, o terror trouxe muito mais apoio ao nazismo do que tirou. O regime se vangloriava de sua nova abordagem contra criminosos reincidentes, alcoólatras crônicos, criminosos sexuais, desempregados e mendigos. Hitler prometeu “limpar as ruas”, e a maioria das pessoas aprovou a medida. Algumas acreditavam de fato no Hitler e no nazismo. Outras queriam proteger seu país e lutar como nacionalistas e patriotas. E provavelmente a maioria lutou para manter distantes os russos e os comunistas, que eram amplamente temidos e odiados no país.

De que forma a experiência de Weimar aumentou o apoio popular a Hitler? Weimar produziu impasses políticos e coalizões governamentais – e, depois de 1929, os regimes não se mostraram fortes o suficiente para superar o desemprego. A ditadura de Hitler se livrou dessas lutas entre partidos, das eleições intermináveis e da fraqueza do governo. Inicialmente, o povo queria “dar a Hitler uma chance”, como se dizia naquela ocasião. De fato, foi uma tentação votar nele. Somente depois se descobriu que ele tinha em mente ideias muito mais radicais do que qualquer um poderia imaginar. Mas quando se percebeu o que estava por vir, já era tarde.
‘Apoiando Hitler: Consentimento e coerção na Alemanha nazista’ (Ed. Record, tradução Vitor Paolozzi, 518 páginas, 67,90 reais) (VEJA)

Como a imprensa construía histórias consistentes sobre o regime? A abordagem nazista para o crime, a raça, a polícia, os campos de concentração não eram apenas casuais, irracionais e esquizofrênicas. O regime, na verdade, apresentou medidas racionais consistentes ao público na imprensa e no cinema. A censura – além de deixar de fora judeus e desligar as vozes comunistas e socialistas – não foi martelada a cada dia. As organizações nazistas, incluindo a SS e a Gestapo, sabiam perfeitamente bem o que queriam dizer, mas Joseph Goebbels e seus parceiros tinham em mente que os cidadãos perceberiam se todos os jornais divulgassem notícias idênticas. Então, era dada aos editores uma ideia geral do que o regime decidia que seria noticiado, e cada veículo seguia aquela ideia a sua maneira. O jornal diário do governo, o Voelkischer Beobachter, era o de maior circulação no país e suas histórias eram frequentemente repetidas por outras publicações. A SS também tinha sua própria publicação, igualmente popular. Para reforçar a boa imagem do sistema, Hitler e Goebbels ainda favoreciam e tratavam com condescendência certos escritores, diretores de cinema e outros artistas. Com isso, os filmes que se destacavam elevavam a raça alemã e promoviam o racismo e outros valores nazistas.

Quais “benefícios” o nazismo deu à Alemanha? Até hoje, Hitler é lembrado por ter garantido uma segurança tal que permitia que as mulheres andassem à noite sem medo ou que os cidadãos deixassem suas bicicletas destravadas sem riscos. Todas essas histórias são só parcialmente verdadeiras, mas ajudam a explicar por que as pessoas apoiaram Hitler. Depois de Weimar, os alemães finalmente podiam dar boas vindas a tempos melhores. Hitler lançou mão de programas de ordem pública e investiu no rearmamento do país para a guerra. O que realmente contou para muita gente foi que ele reduziu consideravelmente o desemprego e trouxe de volta ao país seu orgulho – especialmente ao rasgar o odiado Tratado de Versalhes (1919), acordo de paz que representou o fim da I Guerra Mundial e foi considerado uma vergonha nacional, por impor uma série de restrições à Alemanha.

Comunicação e Cultura em Brasília: das dificuldades à construção de uma nova identidade

A comunicação oral está diretamente ligada à cultura de um povo. Em Brasília, isso não é diferente. Para entender como a cultura brasiliense tem sido construída, é preciso lembrar que a cidade vem recebendo pessoas de todas as partes do País desde a sua fundação.


Essa mistura de histórias, tradições e costumes enriquece uma nova cultura em consolidação - uma miscigenação social difícil de encontrar em outra localidade. São vários os sotaques, as expressões e gírias regionais, que, por um lado, engrandecem a comunicação oral da cidade, mas, por outro, podem dificultar a comunicação entre pessoas de regiões distintas.

O preconceito linguístico também é evidenciado nesse contexto. Não é raro encontrar pessoas achando-se superiores aos outros pela forma de falar, muitas vezes ignorando que o objetivo da comunicação é transmitir uma mensagem, indiferente da forma como ela é expressada.

Brasília está aprendendo a conviver e a respeitar essas diferenças, com a incorporação em seu vocabulário regional de palavras das mais diversas origens.

Mesmo com esses avanços, o brasiliense ainda é rotulado como pouco comunicativo. A própria estrutura da cidade dificulta as interações humanas e contribui para a imagem de frieza das pessoas. A Capital e seu povo são jovens e, portanto, encontrar dificuldades de diálogo é natural.

A comunicação colabora para a transposição dessas barreiras e influencia na criação de uma identidade sociocultural. Um exemplo disso é o surgimento de expressões e gírias características da cidade como “véi”, “aff”, “camelo”, “oreia seca” - termos usados tipicamente por brasilienses, sendo eles natos ou não.
Brasília é uma cidade única, formada pela coexistência de diversas unidades culturais.  A comunicação é uma das manifestações dessa identidade em formação, que se evidencia no dia-a-dia dos habitantes que se declaram cada vez mais apaixonados por suas formas irregulares e suas belezas que ainda florescem.

E viva a diversidade!

Esse texto foi elaborado em novembro de 2016 pelo meu grupo de trabalho no curso OFITE - Oficina de Produção de Textos. BB, Gepes Brasília. 

Vegan burger of chickpea

It is very easy to make and really delicious! Approved.

While in the refrigerator, before grill


Ingredients

2 cups of chickpea cooked and drained
5 tablespoons of oil (approximately )
1 raw grated carrots into thin drain
1/2 onion, chopped
3 tablespoons of chopped parsley
3 tablespoons of oats in thin flakes
1/2 cup wheat germ
2 tablespoons of bread flour (approximately )
Salt and black pepper as you wish
 
Preparation

Heat the oil and fry the carrot, onion , parsley, oats and wheat germ. Season with salt and pepper. Set aside. Put the chickpea in food process and blend until it forms a thick paste. Add the remaining ingredients and mix manually. Add the bread flour to give league and move more. Divide the dough into 12 parts and shape the burgers. Take to the refrigerator for 1 hour at least. Heat a nonstick grill greased with olive oil and grill the burgers. Turn with the help of a spatula and brown the other side. Serve with pesto sauce and slices of whole wheat bread .

I ate mine with Pão de Quinoa Germinada and cottage cheese. It was so yummy!

Pão de quinoa germinada and veganburger

You can let it grill more, if you prefer. 



Receita de Hambúrguer Vegano de Grão-de-Bico

Fácil de fazer e uma delícia! Aprovado!

Enquanto estavam na geladeira por uma hora, antes de grelhar



Ingredientes

2 xícaras de grão-de-bico cozido e escorrido
5 colheres (sopa) de azeite (aproximadamente)
1 cenoura crua ralada no ralo fino
1/2 cebola picada
3 colheres (sopa) de salsinha picada
3 colheres (sopa) de aveia em flocos finos
1/2 xícara de gérmen de trigo
2 colheres (sopa) de farinha de rosca (aproximadamente)
Sal e pimenta-do-reino a gosto


Preparo

Aqueça o azeite e refogue a cenoura, a cebola, a salsinha, a aveia e o gérmen de trigo. Tempere com sal e pimenta. Reserve. Ponha o grão-de-bico no processador e bata até formar uma pasta grossa. Junte os demais ingredientes e misture manualmente. Adicione a farinha de rosca até dar liga e mexa mais. Divida a massa em 12 partes [eu dividi em 6] e modele os hambúrgueres. Leve a geladeira por 1 hora, no mínimo. Aqueça um grelha antiaderente untada com azeite e grelhe os hambúrgueres. Vire com ajuda de uma espátula e doure do outro lado. Sirva com molho pesto e fatias de pão integral.

Eu comi o meu com o Pão de Quinoa Germinada e queijo cottage. Ficou incrível!

Pão de quinoa germinada e hamburger

Você pode deixar grelhar mais, se preferir.




Créditos: Recebi essa receita de uma amiga por email em 2012. Acho que ela retirou originalmente daqui: http://www.cantinhovegetariano.com.br/2012/04/hamburguer-de-grao-de-bico.html